sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

Primeiro dia de carnaval em SP tem estreante, campeã e vice de 2025

Nesta sexta-feira (13), primeira noite do Carnaval em São Paulo, a Mocidade Unida da Mooca, estreante no grupo especial, abre os desfiles a partir das 23h. A última a entrar no sambódromo será a Barroca Zona Sul, que inicia os trabalhos às 5h30 de sábado (14).

Serão sete escolas na sexta e mais sete no sábado. Das 14 agremiações que desfilarão neste final de semana, duas serão rebaixadas após a apuração das notas, prevista para as 16h de terça-feira (17).

Veja a programação dos desfiles desta sexta:

Mocidade Unida da Mooca (23h)

A escola apresenta o samba “Gèlèdés – Agbara Obinrin”, uma homenagem ao Instituto Gèlèdés, organização fundada por mulheres negras para discutir e se mobilizar em torno de questões sociais, tendo a questão racial como elemento condutor. A agremiação já homenageou outras figuras negras importantes, como Abdias do Nascimento, em seu caminho nas categorias de acesso.

“Cada preta que passa por mim
Refaz o caminho de tantas Iyás
Faz levante, coletivo, irmandade
Ostenta o guelé por igualdade
Resiste na pele do tambor, encara o opressor”

(Trecho do samba-enredo “Gèlèdés – Agbara Obinrin”)

Colorado do Brás (0h5)

Logo nos primeiros minutos de sábado, a Colorado do Brás canta as bruxas, em seu “A Bruxa está solta – Senhoras do Saber Renascem na Colorado”. Décima colocada em 2025, a escola da região central usa a personagem para discutir solidariedade, rebeldia e força femininas.

“Vem ver! Vai ferver o caldeirão
Tem magia nesse chão
Onde a bruxa é rainha”

(Trecho do samba-enredo “A Bruxa está solta”)

Dragões da Real (1h10)

Sexta colocada no ano passado com apenas dois décimos atrás da campeã Rosas de Ouro, a Dragões da Real traz os povos nativos como inspiração no samba-enredo “Guerreiras Icamiabas – Uma Lendária História de Força e Resistência”, retomando a lenda das amazonas e discutindo a resistência indígena.

“A saga renova a esperança
A coragem, hoje é lança
Na ganância do invasor”

(Trecho do samba-enredo “Guerreiras Icamiabas”)

Acadêmicos do Tatuapé (2h15)

Quarta agremiação a se apresentar, a vice-campeã de 2025 com a mesma pontuação da campeã, a escola fundada em 1952 canta a reforma agrária e a agricultura para a produção de alimentos no samba “Plantar para Colher e Alimentar”.

“Mas a ganância por terra sem gente
Faz muita gente sem terra chorar!
Quem planta o mal, espalha ambição
Me dá! Me dá, um ‘pedacim’ de chão”

(Trecho do samba-enredo “Plantar para Colher e Alimentar”)

Rosas de Ouro (3h20)

A Rosas de Ouro trará o espaço para a madrugada paulistana, com o samba-enredo “Escrito nas Estrelas”, com o big-bang, a astronomia e astrologia combinados. Punida por faltar com a entrega de documentos do desfile, a escola terá um caminho quase impossível para o bicampeonato, começando com meio ponto a menos. Em 2025 a agremiação perdeu apenas 0,2 ponto em todos os critérios.  

“Desenhou o destino da razão
Elevou o tempo da criação
Resplandeceu em verso e prosa
De alma azul, com ascendente em rosa”

(Trecho do samba-enredo “Escrito nas Estrelas”)

Vai-Vai (4h35)

Mais antiga entre as agremiações que desfilam na elite paulistana, a Vai-Vai é também a maior detentora de títulos, com 15, dos quais nove após o início dos desfiles no Sambódromo. Apesar desse passado de sucesso, sua consagração mais recente foi em 2015. Da memória dos operários imigrantes, presentes na fundação da escola do Bixiga, e do início do cinema paulista vem o tema para este ano, com o samba “A Saga Vencedora de um Povo Heroico no Apogeu da Vedete da Pauliceia”.

“Quem trabalha tem alma e coração
Não é ferro, nem máquina, da exploração
Faz valer o suor, não leve a mal
Se desacreditar, vai parar geral!”

(Trecho do samba-enredo “A Saga Vencedora de um povo heroico”)

Barroca Zona Sul (5h30)

Representando o Jabaquara e a Saúde, a Barroca Zona Sul encerra os desfiles na primeira noite do Grupo Especial com o enredo “Oro Mi Maió OXUM”, prestando homenagem ao orixá das águas doces.

“Eu vi Mamãe Oxum colhendo lírio, lírio ê
Colhendo lírio pra enfeitar o seu congá
É quem governa o poder da encantaria
É o espelho que nunca vai se quebrar”

(Trecho do samba-enredo “Oro Mi Maió OXUM”)

Como acompanhar

Quem vai ao Anhembi, na Avenida Olavo Fontoura, pode usar o transporte público, utilizando uma das linhas de ônibus especiais que atenderão a partir das estações Portuguesa-Tietê e Palmeiras-Barra Funda do Metrô.

Também é possível acessar o sambódromo a partir de um dos cinco bolsões de estacionamento destinados a quem for de carro ou moto. Quem optar por ir de táxi pode desembarcar, preferencialmente, nas proximidades da Ponte da Casa Verde com a Avenida Braz Leme, que tem o menor trajeto até os portões de entrada. Na saída do evento, são montados quatro bolsões para embarque de passageiros.

É permitido entrar no sambódromo com mochila, capa de chuva e bandeira sem mastro, além de alimentos não perecíveis, com limite de até três itens por pessoa, acondicionados em embalagens flexíveis (sacolas plásticas). O local tem restrições à atuação de ambulantes. Garrafas rígidas, copos térmicos, latas, guarda-chuvas e outros objetos que possam machucar são proibidos, assim como armas brancas ou de fogo, fogos de artifício, sprays e ponteiros de laser ou outros dispositivos emissores de luzes.


Fonte: Agência Brasil – EBC