quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

Carnaval em Campo Grande terá parceria entre estado e prefeitura para uma folia segura

  • Publicado em 28 jan 2026

    por Karina Medeiros de Lima •

  • Em entrevista coletiva para a imprensa na manhã desta quinta-feira (28) no auditório do Museu da Imagem e do Som, representantes da prefeitura, da Secretaria de Turismo, Esporte e Cultura, Fundação de Cultura, Defensoria Pública, Lienca e ABC e Polícia Militar falaram sobre as medidas de segurança que serão tomadas durante o período de Carnaval, na capital.

    Marcelo Miranda, secretário de estado de Turismo, Esporte e Cultura, afirmou que a Fundação de Cultura destinou aproximadamente R$ 2,6 milhões para a Liga das Escolas de Samba. “É um investimento que a gente considera significativo, uma evolução muito grande do investimento, principalmente considerando o retorno que isso deu em termos de fomento da economia e da geração de fluxos turísticos. Então, é um orgulho muito grande a gente ter tido esse aumento, esse aporte aí, mais de 100% em relação aos anos anteriores, com a certeza desse retorno, tanto na valorização da nossa cultura como na questão da geração de renda para a nossa população”.

    Eduardo Mendes, diretor-presidente da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul, disse que o Carnaval de Campo Grande é uma coisa só, considerando os blocos e as escolas de samba. “Ela acaba se dividindo às vezes com os blocos de Carnaval e também com os desfiles da Escola de Samba. Então é muito importante nós chamarmos de Carnaval de Campo Grande, porque hoje nós temos uma grande intenção e ele já acontece de trazer um fluxo turístico para Campo Grande, de pessoas do interior, de outros estados, porque o nosso Carnaval já se tornou referência. Então é muito importante que a gente unha essas forças tanto nas escolas de samba como dos blocos de Carnaval”.

    Carlos Heitor dos Santos, diretor adjunto da Fundação de Cultura, agradeceu aos servidores da Fundação de Cultura, que estão empenhados para entregar algo com muito profissionalismo, “para que as pessoas possam viver da melhor maneira possível. Seguimos com o presidente Edu e o secretário Marcelo trabalhando muito próximo à prefeitura, com o coronel Almeida, para que a gente possa fazer esses próximos dias de Carnaval, nós estamos preparados para entregar algo importante”.

    Valdir Gomes, presidente da Fundação de Cultura de Campo Grande, afirmou que Prefeitura e Governo do Estado têm trabalhado em conjunto para realizar um bom carnaval. “Nós não examinamos nada que não tenha passado aqui pela estrutura do governo, porque o governo entra com uma parte e nós entramos com outra, que é uma estrutura grande. Que estrutura é essa? Nós entramos com a Saúde, nós entramos com Agetran, nós entramos com a Guarda Municipal, nós entramos com o Conselho Municipal, nós entramos com a Saúde, então é um conjunto de trabalho que é conversável. A gente está trabalhando, a gente está à disposição, eu sei quem faz a folia, são vocês, a gente está fazendo de tudo para realizar um bom carnaval”.

    Thallyson Perez, presidente do ABC, Aglomerado de Blocos de Rua de Campo Grande, disse que realiza um carnaval que é patrimônio imaterial de Mato Grosso do Sul. “E esse ano a gente traz bastante novidades, aí a gente tem uma estrutura para atender mais de 100 mil foliões, fazer uma festa bem legal por todo mundo. E a gente também tem compromisso com o acesso de todos os blocos, com todos os foliões que a gente tem dentro da nossa entidade. E logo se levanta várias pautas sociais de inclusão, e também que eu gostaria de agradecer porque ninguém faz carnaval sozinho, a gente gostaria de agradecer ao governo do estado por ser um grande parceiro da nossa identidade, da prefeitura, e a gente estamos bem felizes para fazer um carnaval bem inclusivo para todo mundo”.

    Karla Valeska, dos Blocos Independentes, agradeceu a oportunidade de também participar do carnaval. “Nós somos um coletivo de mulheres feministas, estamos trazendo uma discussão sobre a questão do assédio, principalmente as populações vulneráveis neste momento sensível que é o carnaval, que requer atenção, a gente vem construindo esse diálogo com vários parceiros, Defensoria, Ministério Público, Governo do Estado e Prefeitura, a gente tem feito esse diálogo de forma muito bacana, muito consistente, precisamos dessa união e desse olhar coletivo”.

    Alan Catharinelli, presidente da Liga das Entidades Carnavalescas de Campo Grande (Lienca), agradeceu ao Governo do Estado e à Prefeitura, ao deputado Beto Pereira e Soraia Thronicke pelos recursos e infraestrutura para realizar o carnaval. “O Desfile das Escolas de Samba de Campo Grande acontece na Praça do Papa nos dias 16 e 17 de fevereiro, com uma super estrutura financiada pela Prefeitura e Governo do Estado. Também faz parte do nosso calendário a Mostra das Fantasias Carnavalescas no Armazém Cultural como uma valorização dos nossos carnavalescos. A Liga está de mãos dadas com o Governo do Estado e a Prefeitura para fazer um carnaval alegre, festivo e inclusivo com muita segurança para as famílias”.

    Francianny Cristiane da Silva Santos, coordenadora do Núcleo Criminal da Defensoria Pública, informou que a Defensoria é ainda um pouco nova na questão do carnaval, a Defensoria é a voz da população na defesa dos seus direitos. “Nós vamos estar nesse ano ainda de forma bastante tímida, mas no ano que vem a gente vai expandir essa ação.  A ideia é fazer uma campanha para conscientização de direitos, para divulgação de como acessar a defensoria em caso de violação de direitos, ser um canal de denúncia, a gente vai estar distribuindo um material impresso, inclusive com quem for formular para denúncias, com o número do plantão da Defensoria para acessar a população em caso de necessidade e também com uma cartilha de educação, para conscientização de direitos também”.

    O coronel Emerson de Almeida Vicente, comandante do Policiamento Metropolitano, à semelhança dos anos anteriores, que está dando certo, está dando resultado, com o fechamento dos acessos e o impedimento da entrada de objetos cortantes. Nós tivemos diversas reuniões nesse mês de janeiro, com o Estado e o Município, para que a gente alinhasse, e também com as escolas de samba e os blocos, ainda estamos em momento de planejamento. A Polícia Militar deve estar com cerca de 180 homens em todas as noites, além de contar com o reforço que nós temos no comando de policiamento especializado, que é responsável pelo policiamento montado, que faz um papel importante no perímetro externo do evento, o Batalhão de Choque também nos apoia, essa é a estrutura que a gente está deixando para Campo Grande”.

    Texto: Karina Lima

    Fotos:  Ricardo Gomes


    Fonte: Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul – FCMS