De acordo com os estudos apresentados pela Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), os CRSs da Coophavila II e do Nova Bahia poderão ser desativados, deixando milhares de moradores ainda mais distantes do atendimento médico. O possível fechamento do CRS Nova Bahia preocupa especialmente pela desassistência à população da região do Nova Lima, um dos bairros mais populosos de Campo Grande.
Para Luiza Ribeiro, a proposta é inadmissível e representa mais um ataque ao direito da população à saúde pública.
“O cúmulo é pensar em fechar unidades de saúde em uma cidade que já sofre com filas, falta de médicos, demora em exames e dificuldade de acesso ao atendimento. Ao invés de ampliar e fortalecer a rede pública, a prefeitura quer reduzir estruturas e afastar ainda mais o atendimento da população. Isso é desumano e inaceitável”, afirmou a vereadora.
Luiza também criticou a justificativa apresentada pelo secretário Marcelo Vilela, de que o fechamento serviria para economizar recursos e remanejar profissionais para outras unidades.
“Não podemos aceitar que a solução para a crise da saúde seja fechar postos e centros regionais. A população precisa de atendimento perto de casa, especialmente nas regiões mais afastadas. Fechar unidades significa sobrecarregar ainda mais as que permanecerem abertas e dificultar o acesso da população mais vulnerável”, destacou.
A vereadora lembrou ainda que a gestão municipal já havia tentado avançar com a privatização de unidades de saúde por meio de organizações sociais, proposta que enfrentou forte reação popular.
“É contraditório alegar falta de dinheiro para manter unidades funcionando, mas querer entregar a gestão para organizações sociais. A saúde pública precisa de investimento, planejamento e respeito com a população”, concluiu Luiza Ribeiro.
Assessoria de Imprensa da Vereadora







