Em sua fala, ele destacou a relação entre fé e política na construção de uma sociedade mais justa. “Fé e política, para nós cristãos, significam compromisso com o bem comum, com a dignidade humana, com a justiça social e com a responsabilidade cidadã. É fazer a ponte entre o Evangelho e a vida concreta do povo. A Igreja não pode fechar os olhos para o sofrimento da cidade, ao contrário, deve ser luz, consciência, presença e voz”, afirmou.
Ao tratar do tema central da campanha, reforçou que o acesso à moradia deve ser enfrentado como um direito essencial. “Moradia digna é um direito fundamental. A campanha nos lembra que ela não pode ser tratada como mercadoria, muito menos como privilégio. Deve ser assumida como direito, prioridade e compromisso cristão”, acrescentou.
O padre também apresentou dados sobre a população em situação de vulnerabilidade em Campo Grande. Segundo ele, levantamento com base no CadÚnico apontou 1.091 pessoas em situação de rua, número que saltou para 1.611 em outubro de 2025, um aumento de 47%. “É preciso dar as mãos e discutir seriamente esse assunto. Campo Grande concentra mais da metade da população em situação de rua de Mato Grosso do Sul”, alertou.
O convite para o uso da Tribuna foi feito pelo vereador André Salineiro. Na ocasião, o presidente da Câmara Municipal, vereador Epaminondas Neto, o Papy, também destacou a importância da empatia. “Precisamos nos desapegar das vaidades e do egoísmo. Muitas vezes deixamos de olhar o próximo com empatia. Esta Casa precisa sair, em certos momentos, do pragmatismo político e ideológico e agir com sensibilidade, porque a essência do poder público são as pessoas. Que possamos ter um empenho coletivo, independentemente das diferenças”, afirmou
Dayane Parron
Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal







