sexta-feira, 24 de maio de 2024
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Subea alerta que otite em animais domésticos é comum, mas precisa de atenção para não virar crônico

A otite é uma enfermidade bastante comum entre animais de estimação e, possivelmente, uma das causas que mais leva os pets para visitas ao veterinário. Tanto os cães quanto os gatos podem ser afetados por essa condição dolorosa. 

De forma geral, as bactérias e os fungos são responsáveis por desencadear a doença, mas também podem ser causadas por alergias, questões hormonais, parasitas, umidade, entre outros. Por isso, é muito importante escolher um veterinário de sua confiança que vai detectar a exata procedência da doença e definir o tratamento mais apropriado.

Segundo o médico-veterinário da Subea, Edvaldo Salles, os sintomas mais comuns são balançar a cabeça, coçar os ouvidos e dor, podendo apresentar também secreção purulenta, sanguinolenta e odor forte. Além disso, o animal também pode ficar apático, sem vontade de se alimentar e nem deixar fazer um carinho na orelha.

A protetora de animais, Martha Papadopoulo, já levou alguns animais para avaliação na Subea com otite. Ela conta que por serem animais de resgate, eles chegam debilitados e acabam desenvolvendo a doença. “O último que levei até a Subea foi o Neguinho, gato que apareceu aqui no meu quintal. Eu sempre sigo as orientações que o veterinário passa, então muito rápido eles se restabelecem”. 

O veterinário ressalta que seguir o protocolo de tratamento é essencial para a rápida recuperação do animal, caso contrário pode virar uma doença crônica e que causa muito sofrimento para ele. “Os animais têm uma audição muito aguçada e sensível, então qualquer coisa que os afete nesse local causa um grande desconforto. É importantíssimo manter um acompanhamento do animal”, frisou.

Duque, um cachorro de 3 anos, chegou até a unidade de atendimento da Subea após apresentar em menos de um dois meses nova crise de otite. Sua tutora, Aureolina Azevedo, disse que há dois anos ele apresenta crises de otite, mas dessa vez foi a mais forte. “Desde muito novo ele tem crises, mas de uns tempos para cá está sendo mais recorrente e agora não está nem querendo comer, emagreceu e só fica choramingando”. 

O cachorro foi encaminhado para exames complementares na UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), através do convênio firmado entre a instituição com a Prefeitura, tudo de forma gratuita. “Duque precisará passar por cirurgia, visto que somente a medicação não está mais resolvendo. Hoje ele está estável, sem dor, mas precisará operar por conta de uma obstrução no canal auditivo”, destaca o veterinário. 

Serviços

A Prefeitura de Campo Grande, por meio da Subea, disponibiliza consultas veterinárias gratuitas às segundas, terças, quintas e sextas-feiras. São distribuídas 15 senhas pela manhã, a partir das 7h30, e 15 senhas pela tarde, a partir das 13h. O tutor deve ir até a unidade de atendimento com o seu animal, além de documento com foto, comprovante de residência e o número do NIS.

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