Segundo Salineiro, o problema deixou de ser apenas uma questão individual e se tornou uma grave crise de saúde pública e social, afetando dependentes, famílias, comerciantes e moradores de diversos bairros, principalmente da região central.
“Hoje vemos pessoas destruindo a própria vida nas ruas, famílias sofrendo sem saber o que fazer e comerciantes convivendo diariamente com insegurança, furtos e degradação. Não podemos tratar isso como algo normal. Dependência química é um problema de saúde pública e precisa ser enfrentado com responsabilidade, tratamento e ação do poder público”, afirmou Salineiro.
O projeto estabelece que o tratamento deve priorizar atendimento ambulatorial, prevenção e reinserção social, mas também regulamenta a possibilidade de internação involuntária em casos específicos previstos na legislação federal, quando outras alternativas forem insuficientes.
A proposta determina que toda internação seja realizada apenas com autorização médica, em unidades de saúde ou hospitais gerais com equipes multidisciplinares, respeitando protocolos técnicos e garantias legais. O texto também prevê acompanhamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS), assistência social e elaboração de plano individual de atendimento para cada paciente.
Salineiro afirmou que está buscando apoio para colocar o projeto em pauta o quanto antes diante do agravamento da situação na cidade, porque Campo Grande está vendo determinadas regiões se deteriorarem rapidamente. “A população cobra solução e o poder público precisa agir. Muitas famílias pedem ajuda porque não conseguem mais lidar sozinhas com situações extremas. Precisamos ter coragem de enfrentar esse debate sem hipocrisia”, disse Salineiro.
Caroline Maldonado
Assessoria de Imprensa do Vereador







