Organizado pela ACP (Sindicato Campo-grandense dos Profissionais da Educação Pública), o movimento “Piso Zero Nunca Mais” reuniu cerca de 6 mil trabalhadores e trabalhadoras da educação nas ruas da Capital. A concentração começou em frente à sede da ACP, na Rua Sete de Setembro, e seguiu em caminhada pelas ruas Rui Barbosa e Avenida Afonso Pena até a Prefeitura Municipal.
Professor de História e ex-profissional da sala de aula, Landmark acompanhou a mobilização e afirmou que o movimento representa a cobrança legítima de um compromisso já firmado entre a categoria e o Executivo Municipal.
“Professor não está pedindo favor, está cobrando respeito. O Piso 20h foi pactuado, foi discutido, foi construído com a categoria. Não existe repactuar aquilo que já foi repactuado. O que foi assumido precisa ser cumprido. Valorizar quem ensina é valorizar as crianças, as famílias e o futuro de Campo Grande”, afirmou o vereador.
Landmark também destacou que a luta dos professores é uma luta de toda a sociedade.
“Quando um professor é desvalorizado, a escola sente, o aluno sente e a cidade inteira perde. Educação pública forte se faz com investimento, diálogo e valorização de quem está todos os dias dentro da sala de aula”, completou.
Durante o ato, o presidente da ACP, Gilvano Bronzoni, afirmou que a mobilização representa a defesa da valorização profissional e do respeito aos compromissos assumidos com a categoria.
“O Piso 20h é fruto de anos de luta dos profissionais da educação. Não estamos pedindo privilégio. Estamos cobrando o cumprimento de um acordo construído por meio do diálogo e da negociação”, destacou.
A presidenta da FETEMS (Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul), Deumeires Morais, também reforçou a importância da unidade dos trabalhadores da educação.
“Essa mobilização demonstra a força da educação pública e a disposição dos trabalhadores e trabalhadoras em defender conquistas históricas da categoria. O Piso 20h não é favor, é resultado de luta, negociação e compromisso firmado com os profissionais da educação”, afirmou.
A professora Camila Abrão, da EMEI José Ramão Cantero, destacou que a valorização dos profissionais da educação impacta diretamente a qualidade do ensino.
“Sem a gente, não tem médico, não tem advogado, não tem nenhum outro profissional. Um professor valorizado trabalha com mais amor, com mais compromisso, tem mais tranquilidade para planejar sua própria vida e para ser melhor para os alunos”, afirmou.
Camila também defendeu a convocação dos aprovados em concurso público.
“A luta também é pela chamada dos aprovados no concurso. Se o problema são os contratados, por que não chamar todo mundo que está na lista e foi aprovado? A gente espera responsabilidade da prefeita com a educação da nossa cidade e com a valorização dos professores”, completou.
A mobilização ocorreu após a Prefeitura negar a aplicação do reajuste previsto na repactuação firmada com a categoria em 2025, alegando inviabilidade financeira. A resposta do Executivo provocou reação entre os trabalhadores da educação e levou à aprovação da paralisação durante assembleia realizada pela ACP no início da semana.
Após a chegada da passeata em frente à Prefeitura Municipal, a Comissão de Negociação da ACP participou de reunião com a prefeita Adriane Lopes, vereadores e secretários municipais. O encontro durou mais de duas horas e terminou com o compromisso da Prefeitura de encaminhar um novo ofício com proposta para continuidade das negociações.
Como encaminhamento, ficou definida uma nova reunião entre vereadores, secretários municipais e representantes da ACP na próxima segunda-feira, às 9h. No mesmo dia, às 18h, será realizada Assembleia Geral na sede da FETEMS para que os professores e professoras da Rede Municipal avaliem a nova proposta apresentada pela Prefeitura.
Trajetória em defesa da educação
A participação de Landmark no ato reforça uma linha de atuação construída desde o início do mandato em defesa da educação pública, dos servidores e da valorização dos profissionais da rede municipal.
Professor de História, Landmark já atuou em sala de aula e tem usado sua experiência na educação para defender pautas ligadas à valorização dos professores, melhoria das condições de trabalho e fortalecimento da escola pública.
Ao longo do mandato, o vereador acompanhou as negociações da política do Piso 20h, apoiou a mobilização da categoria e defendeu o cumprimento dos acordos firmados com os profissionais da educação.
Landmark também esteve ao lado das Assistentes de Educação Infantil (AEIs), cobrando melhores condições de trabalho, reconhecimento e valorização dessas servidoras, que exercem papel fundamental no cuidado e na formação das crianças da rede municipal.
Outro ponto central da atuação do parlamentar foi a oposição a propostas de terceirização de setores da educação pública municipal. Para Landmark, a escola pública precisa ser fortalecida com servidores valorizados, estrutura adequada e gestão pública comprometida com a comunidade escolar.
Texto: Renan Nucci
Foto: Pedro Roque








