domingo, 30 de março de 2025

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Oficina destaca avanços e debate estratégias para fortalecer a segurança alimentar na Capital

Ampliar a produção, o acesso e o consumo de alimentos saudáveis, principalmente nas periferias urbanas é o foco da oficina Alimenta Cidades, que reúne na Capital, representantes governamentais e do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), universidades, organizações da sociedade civil, Instituto Comida do Amanhã, além de técnicos e coordenadores das secretarias municipais de Assistência Social e Cidadania, Educação, Saúde e Meio Ambiente, Gestão Urbana e Desenvolvimento Econômico, Turístico e Sustentável.

Organizado pela Câmara Intersetorial de Segurança Alimentar e Nutricional (CAISAN), o evento acontece até o final da tarde desta quinta-feira (27) na Unigran. Já nesta sexta-feira(28), haverá visitas a hortas comunitárias de unidades da gestão municipal e iniciativa privada, consideradas modelos de gestão, além de uma visita a Central de Segurança Alimentar e Nutricional da Prefeitura.

A vice-prefeita e secretária de Assistência Social e Cidadania, Camilla Nascimento, abriu a oficina destacando a importância de ampliar o acesso à alimentação às famílias em vulnerabilidade. “Precisamos crescer, evoluir, não só na produção, na entrega, mas no acesso porque precisamos mostrar à nossa sociedade cada vez mais que a alimentação saudável e que a nutrição não é um benefício para poucos. Deve ser um acesso de muitos”, pontuou.

A secretária também frisou que a gestão municipal está empenhada no fortalecimento da segurança alimentar na Capital. “Estamos caminhando  em parceria junto a todas as secretarias e agradeço muito a dedicação das secretarias envolvidas, que trabalham para ampliar o alcance desse projeto, não só na periferia urbana, mas em todas as regiões porque Campo Grande é uma só”, disse.

O Alimenta Cidades faz parte de uma iniciativa do Governo Federal que tem como foco ampliar a produção, o acesso e o consumo de alimentos saudáveis, principalmente nas periferias urbanas. A Capital faz parte de um grupo de 60 municípios brasileiros com população acima de 300 mil habitantes que concentram cerca de 35% da população nacional e que vão desenvolver projetos estratégicos com foco no avanço na área da segurança alimentar e nutricional.

Ao final da oficina será realizado um debate entre os participantes para aprofundar e finalizar o diagnóstico situacional da agenda alimentar urbana e das políticas, programas e ações de segurança alimentar e nutricional do município para a construção e um entendimento comum sobre os desafios e oportunidades, além de identificar prioridades para a implementação da Estratégia Alimenta Cidades.

Iniciativas importantes

A presidente da Câmara Intersetorial de Segurança Alimentar e Nutricional, Tereza de Oliveira Teixeira, destacou que a Prefeitura de Campo Grande vem desenvolvendo ações importantes na área de segurança alimentar, como o incentivo à criação de hortas comunitárias nas escolas e unidades da SAS. Outro exemplo é a gestão das hortas urbanas, que dispõem de uma legislação específica, que valoriza a produção orgânica, protegendo o meio ambiente. “Eventos como esse são importantes para a construção de políticas públicas que atendam às necessidade do setor, por isso convidamos todos os atores envolvidos nesse processo a contribuir com sugestões”, afirmou.

Outra ação importante da Prefeitura é quanto ao Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), desenvolvido pela Secretaria de Meio Ambiente, Gestão Urbana e Desenvolvimento Econômico, Turístico e Sustentável (Semades), em parceria com o MDS e a SAS, que em 2024 distribuiu 112 toneladas de alimentos e totalizou um montante de R$ 865 mil pagos a 114 produtores inscritos no Programa ano passado.

Segundo a gerente de projetos do Instituto Comida do Amanhã, Elizabeth Carmelita Moura Affonso, a oficina que acontece em várias regiões do País vai facilitar a compreensão das situações diversas, auxiliando na tomada de decisões. “Temos uma sociedade tão polarizada e esse debate vai ajudar a traçar estratégias com base em dados concretos e científicos”, ressaltou.

Já a coordenadora geral de Agricultura Urbana e Periurbana do SESAN/MDS, Kelliane Fuscaldi, explicou que a agenda alimentar urbana é uma prioridade do MDS, pois desde 2023 a pasta tem trabalhado um novo ciclo de políticas públicas. Ela pontuou que o IBGE tem um estudo recente que aponta que 87,4% da população brasileira é urbana, por isso são necessárias ações que ampliem a produção, o acesso e o consumo de alimentos saudáveis. “Essa estratégia representa uma convergência de ações para as cidades e para isso é necessário nós agirmos de forma intersetorial e com fortalecimento de cisão e das estruturas que compõem esse sistema de segurança”, ressaltou.

Apoios

Também participando da oficina, representantes do Conselho Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea/CG) estiveram na Câmara de Vereadores antes do evento para propor a criação de uma Frente Parlamentar de Segurança Alimentar na Câmara Municipal, com o objetivo de apoiar políticas públicas, garantir recursos orçamentários e envolver diferentes secretarias municipais no fortalecimento da alimentação saudável e da agricultura familiar.

O objetivo do Conselho é construir um aparato de segurança alimentar e nutricional para a cidade, como agricultura familiar, rede de proteção social, alimentação, e promoção da alimentação adequada e saudável, principalmente no ambiente escolar.

www.campogrande.ms.gov.br

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