O vereador Mario Cesar, presidente da Câmara Municipal, fez uso da Tribuna na sessão ordinária desta terça-feira (9) para frisar que os vereadores não são contra a mudança do prédio da Casa de Leis para a antiga rodoviária, mas estão apenas aguardando uma posição do prefeito Alcides Bernal, que se comprometeu a enviar um planejamento e um estudo sobre como seria realizada a revitalização da região para abrigar o prédio do Legislativo.
Em seu pronunciamento, o vereador Mario Cesar revelou que participou de uma reunião no final da tarde de ontem, com moradores e comerciantes da região da antiga rodoviária no Bairro Amambaí e destacou que “esta situação está ficando muito constrangedora, fica a impressão que nós não queremos ir, corroborada pela campanha, ‘Vereadores na antiga rodoviária é legal’, encabeçada pelos vereadores Luiza Ribeiro e Cazuza. Isso não é verdade, a Câmara não se furtou de ir para a antiga Rodoviária. Em reunião da Mesa diretora com o Prefeito pedimos um planejamento de revitalização da região e toda vez que ele se pronuncia com relação à rodoviária é sempre no sentido pejorativo da coisa. Ele não ta querendo resgatar a região, nem o Bairro Amambaí. Ele coloca a mudança para a Rodoviária como um castigo para vereadores por acreditar que aquele lugar está depreciado. Campo Grande ganharia e muito com essa mudança, mas da maneira como está sendo colocado não posso aceitar isso. É preciso um estudo técnico de viabilidade para que isso seja possível”, avaliou Mario Cesar.
De acordo com o parlamentar, “a Câmara sempre fez sua parte, criamos uma comissão, por meio de um ato da mesa e depois uma resolução efetiva. Estamos buscando uma solução de maneira séria e ir para a Rodoviária exige um planejamento de impacto de vizinhança, impacto financeiro, levando em consideração o tempo que nós temos que é muito diminuto. Desde aquele dia da reunião o prefeito ficou de apresentar o planejamento, para apresentar as condições dessa mudança e pela letargia dessa administração, esta Câmara composta de 29 vereadores, de maneira séria e responsável tomou a iniciativa de pedir para ele editar o Decreto, que iríamos pagar com nosso duodécimo, que não é o duodécimo do Mario Cesar, mas o duodécimo do Legislativo”.
Mario Cesar ressaltou que participou da reunião na segunda-feira justamente para “desmistificar que não somos nós que não queremos ir. O prefeito que está dizendo que aquele lugar é ruim, quem está fazendo daquela área um lugar degradante e pejorativo é o prefeito, dizendo que a Guarda Municipal foi ‘jogada’ na Rodoviária. Assim como aconteceu com o prefeito, o problema caiu em cima de mim, mas não fiquei procurando culpados, estou desde o primeiro dia de mandato buscando uma solução e ele também tem que buscar resolver isso de forma séria e parar de achar culpados”, disse.
Por fim, Mario Cesar fez um apelo ao chefe do Poder Executivo, “quero pedir ao nobre prefeito e sua equipe, já que sempre estamos pautando suas ações, afinal íamos em Anhanduí, ele foi antes, anunciamos que vamos a Rochedinho e ele antecipou sua ida. Quero que, se o senhor ainda não colocou no seu Plano Plurianual, já que ele ainda não chegou nessa Casa, que coloque a revitalização da Rodoviária, deixa que o problema da Câmara os vereadores resolvem, pense em Campo Grande. Apresentamos uma solução para nós, deixando ele investir o dinheiro do Orçamento no que ele quiser, sem comprometer a questão orçamentária da cidade com o imbróglio do prédio da Casa de Leis”, finalizou.
Paulline Carrilho
Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal







