sexta-feira, 12 de junho de 2026

Luiza Ribeiro defende reajuste integral aos servidores e vota contra parcelamento proposto pela Prefeitura

A vereadora Luiza Ribeiro (PT) apresentou, durante a sessão desta quinta-feira (11), uma emenda ao Projeto de Lei nº 12.456/2026 para garantir que o reajuste salarial de 4,39% dos servidores municipais fosse pago de forma integral e imediata, sem parcelamento. A proposta foi assinada também pelos vereadores Marcos Trad, Maicon Nogueira e Jean Ferreira, mas acabou rejeitada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). A emenda atendia a uma reivindicação apresentada pelos próprios servidores municipais.

No texto da emenda, os parlamentares defendiam que o índice de 4,39% fosse aplicado integralmente logo após a aprovação da lei, evitando que os trabalhadores aguardassem até 2027 para receber a totalidade da revisão salarial. A justificativa também apontava que a revisão geral anual deve alcançar os servidores de forma igualitária, conforme estabelece o artigo 37, inciso X, da Constituição Federal.

A proposta surgiu após manifestação de servidores preocupados com a redação original enviada pela Prefeitura, que excluía do reajuste trabalhadores vinculados a carreiras com planos próprios de cargos e salários. Segundo os servidores, a medida deixaria de fora aproximadamente dois terços do funcionalismo municipal, incluindo profissionais da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), muitos deles com vencimentos-base inferiores ao salário mínimo.

“A existência de plano de cargos e carreira não substitui a revisão inflacionária. São coisas distintas. O reajuste geral anual é um direito de todos os servidores que sofreram perdas com a inflação”, argumentou Luiza Ribeiro.

Apesar de a Câmara ter aprovado duas emendas da Mesa Diretora, incluindo uma que retirou do texto a exclusão de servidores com políticas remuneratórias próprias, a vereadora votou contra o projeto por discordar do parcelamento do reajuste.

O projeto aprovado prevê o pagamento de 2,20% em agosto de 2026 e outros 2,19% apenas em janeiro de 2027, totalizando os 4,39% de recomposição salarial. Para Luiza, a medida é insuficiente diante das perdas acumuladas pelos trabalhadores municipais ao longo dos últimos anos.

“Meu voto contrário não foi contra o reajuste dos servidores. Pelo contrário. Defendo que os trabalhadores recebam a recomposição integral imediatamente. Não é razoável parcelar um índice de apenas 4,39%, especialmente depois de três anos sem revisão salarial”, afirmou a vereadora.

Luiza também criticou a diferença de tratamento entre os servidores e a alta cúpula da administração municipal. “Enquanto os servidores recebem uma recomposição parcelada e abaixo das perdas acumuladas, a prefeita teve reajuste de 50% em seu subsídio e os secretários municipais receberam aumento de 119%. Essa disparidade é injustificável”, destacou.

A parlamentar reafirmou seu compromisso com a valorização do funcionalismo público e informou que continuará acompanhando as reivindicações das categorias, defendendo a recomposição salarial e melhores condições de trabalho para os servidores municipais.


Fonte: Câmara Municipal de Campo Grande – MS

Enquete

[totalpoll id="195"]

Últimas