Durante fiscalização no local, o parlamentar constatou que parte da unidade estava fechada em pleno horário de funcionamento, deixando pacientes sem atendimento, inclusive aqueles que já haviam agendado consultas previamente.
Segundo Tavares, uma placa fixada na unidade informava a realização de uma “Conferência Local em Saúde”, marcada para ocorrer entre 7h e 13h, período em que os atendimentos foram interrompidos para toda a população.
No local, o vereador encontrou pacientes aguardando atendimento sem qualquer previsão de normalização do serviço. Entre eles, uma mãe que havia agendado consulta para o filho ao meio-dia e permaneceu no local mesmo diante da ausência de profissionais.
“É um absurdo. A população se organiza, agenda consulta, chega no horário e encontra a unidade parcialmente fechada porque estão discutindo politicagem. Quem precisa de atendimento fica esperando, sem resposta”, afirmou.
Para o parlamentar, a situação evidencia falhas graves na gestão da saúde pública e reforça a necessidade de mudanças estruturais no modelo atual.
“Isso aqui não é um caso isolado. É reflexo de um sistema que não funciona mais, que está falido. A saúde pública não pode parar no meio do expediente enquanto a população fica sem atendimento”, disse.
Tavares voltou a defender a adoção de novos modelos de gestão, inclusive privada, como o uso de Organizações Sociais (OS), proposta que vem sendo debatida na Câmara Municipal.
“Quando você tem metas, cobrança por resultado e responsabilidade na gestão, esse tipo de situação não acontece. A população não pode continuar pagando o preço dessa desorganização”, afirmou.
O vereador disse que continuará fiscalizando unidades de saúde e cobrando providências do poder público para garantir atendimento regular à população. “Quem precisa de atendimento não pode esperar. Saúde é prioridade, não pode ser tratada com descaso”, concluiu.







