segunda-feira, 1 de junho de 2026

‘Campo Grande não pode pagar sozinha essa conta’, diz Landmark ao cobrar revisão de repasses do Estado

Durante audiência pública de prestação de contas da Secretaria Municipal de Fazenda, realizada nesta sexta-feira (29) na Câmara Municipal de Campo Grande, o vereador Landmark Rios (PT) cobrou revisão nos repasses estaduais destinados à Capital e alertou para os impactos do congelamento do ICMS sobre serviços essenciais, principalmente na saúde pública.

O parlamentar questionou diretamente o secretário municipal de Fazenda, Isaac José de Araújo, sobre a política fiscal relacionada aos repasses estaduais e o impacto disso nas finanças da Capital.

“O congelamento do ICMS aqui dentro de Campo Grande, qual gestão a prefeitura e a secretaria têm feito junto ao governador? Cadê o dinheiro do FunderSul? Todos os dias eu acordo com produtores rurais com carro atolado, problemas nas estradas e alunos perdendo aula porque o ônibus não consegue chegar”, afirmou Landmark.

Durante a audiência, o vereador também destacou que Campo Grande sofre forte pressão financeira por concentrar o atendimento de saúde de praticamente todo Mato Grosso do Sul.

“Os prefeitos pegam os pacientes, colocam numa van, alugam uma casa aqui e transferem o problema para Campo Grande. Nós somos a Capital e precisamos recepcionar todos, mas o Governo do Estado está olhando Campo Grande com um olhar diferente?”, questionou.

Segundo o parlamentar, a situação impacta diretamente hospitais, leitos, unidades de saúde e o financiamento do SUS na Capital.

“Hoje temos hospitais lotados, UPAs cheias, leitos ocupados e uma pressão enorme sobre a saúde pública. Por isso precisamos discutir o financiamento de Campo Grande de forma séria”, declarou.

O secretário Isaac José de Araújo reconheceu dificuldades relacionadas aos repasses estaduais e confirmou que a prefeitura busca rever os índices atuais.

“O governo do Estado modificou a fórmula de cálculo e nós temos sido achatados na nossa cota do ICMS. Temos buscado assessorias para rever esses índices”, afirmou o secretário.

Isaac também admitiu que o valor do repasse do ICMS praticamente permaneceu estagnado em comparação ao ano passado.

“Quando eu vi o valor idêntico ao do ano passado, também estranhei. Isso só se justifica por uma redução de arrecadação do Estado”, disse.

Durante a audiência, Landmark também relembrou agenda articulada pelo mandato junto ao deputado federal Vander Loubet (PT), que garantiu reunião técnica entre o secretário municipal de Saúde, Marcelo Vilela, e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, em Brasília.

“Foi uma provocação que fiz ao mandato do deputado Vander. O Marcelo levou toda a demanda da saúde de Campo Grande para melhorar o MAC e ampliar o financiamento da saúde pública da Capital”, destacou.

O parlamentar afirmou que seguirá cobrando investimentos do Governo Federal e do Governo do Estado para atender a realidade da Capital.

“Campo Grande não pode pagar sozinha essa conta. Todo mundo vem buscar voto aqui, mas na hora de discutir financiamento, a Capital acaba ficando sobrecarregada”, afirmou.

A audiência pública apresentou dados do primeiro quadrimestre de 2026. Segundo a Secretaria Municipal de Fazenda, a receita do município cresceu 4,32%, alcançando R$ 1,28 bilhão no período.

Também participaram da audiência os vereadores Otávio Trad, Luiza Ribeiro, Ronilço Guerreiro, Maicon Nogueira e demais parlamentares da Câmara Municipal.

Renan Nucci
Assessoria de Imprensa do Vereador 


Fonte: Câmara Municipal de Campo Grande – MS