A realização do seminário surgiu após integrantes da Associação dos Fibromiálgicos procurarem o gabinete do vereador Ronilço Guerreiro para relatar dificuldades enfrentadas no acesso ao diagnóstico, ao atendimento especializado e ao reconhecimento de direitos.
De acordo com o proponente do evento e autor de legislações voltadas à garantia de direitos, vereador Ronilço Guerreiro, o encontro foi uma oportunidade para conscientizar a população, além de ampliar as informações sobre os direitos das pessoas com fibromialgia. “Essa é uma demanda que chegou pelo nosso gabinete de rua, eu vejo essa situação com muita empatia. Nós precisamos cuidar dessas pessoas, esse seminário é importante para esclarecer as pessoas que existem leis, que existem tratamentos na rede pública, esse seminário vem para abrir as portas para a conscientização”, avaliou.
O encontro reuniu pacientes, profissionais da saúde, representantes de entidades e gestores públicos. A Josineth de Oliveira Pereira, diagnosticada com fibromialgia há 11 anos, falou sobre a necessidade de dar visibilidade à doença. “Precisamos debater e conscientizar as pessoas, a fibromialgia é uma síndrome de dor crônica, têm muitos sintomas e é invisível. A importância de estar aqui hoje é dar visibilidade a algo que passa despercebido na sociedade”, alegou.
Para o neurocirurgião César Nicollati, a fibromialgia é uma doença que atinge, em sua maioria, mulheres. “O Brasil tem mais de 200 milhões de habitantes, 5% dessas pessoas tem fibromialgia, dentre essas pessoas com fibromialgia, entre 70% a 90% são mulheres. As mulheres já enfrentam, uma série de desafios de inclusão social e a Fibromialgia é mais um desses desafios. É muito importante a gente entender o impacto disso”, afirmou.
De acordo com a advogada Larissa Veiber de Oliveira Teixeira, é fundamental abordar o assunto para ampliar o acesso das pessoas com fibromialgia aos seus direitos. “É muito importante trazer esse tema, um assunto muito falado, mas pouco conhecido, muitas pessoas têm a doença e não sabem os direitos que têm”, explicou.
Para a fisioterapeuta Paula Felippe Martinez, o evento dá visibilidade a um tema que precisa ser tratado de forma mais humanizada. “Traz para sociedade a importância dessas pessoas com fibromialgia serem vistas de forma mais acolhedora e humanizada. Os profissionais de saúde precisam encarar essa doença de uma forma mais consistente e com mais preparo”, destacou.
Já a fisioterapeuta Dalila Menezes Ferreira, diagnosticada com fibromialgia, destacou a importância do espaço para quebrar preconceitos na sociedade. “Nós que somos fibromiálgicos acabamos sofrendo muito preconceito, é muito válido estar aqui hoje para falar sobre a fibromialgia. A gente sofre muito com tantos tipos de preconceitos tanto na área médica como de familiares. E falar disso hoje é um motivo de muita felicidade e orgulho”, declarou.
Entre as legislações já aprovadas sobre a fibromialgia está a Lei nº 6.702/2021, que assegura atendimento prioritário para pessoas diagnosticadas com a síndrome em estabelecimentos públicos e privados da Capital, além do uso de vagas preferenciais. Outra medida aprovada foi a Lei nº 7.311/2024, que reconhece as pessoas com fibromialgia como pessoas com deficiência para todos os fins legais no município.
A fibromialgia é uma condição crônica caracterizada principalmente por dor generalizada no corpo, sensibilidade aumentada à dor, fadiga e alterações do sono. A causa exata ainda não é totalmente conhecida.
Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal








