terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

Soja: dia movimentado e preços em alta; veja as cotações

O mercado brasileiro de soja esteve bastante movimentado nesta terça-feira (2). Os preços subiram e os negócios foram volumosos. Segundo a Safras Consultoria, algo entre 700 mil e 900 mil toneladas foram comercializadas no dia.

Todas as variáveis formadoras de preços – prêmios, dólar e Chicago – favoreceram o lado vendedor. Os portos registraram muitas ofertas.

Preços da soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): subiu de R$ 138 para R$ 140
  • Região das Missões: avançou de R$ 137 para R$ 139
  • Porto de Rio Grande: aumentou de R$ 144 para R$ 145
  • Cascavel (PR): valorizou de R$ 134 para R$ 135,50
  • Porto de Paranaguá (PR): cresceu de R$ 143 para R$ 146
  • Rondonópolis (MT): subiu de R$ 128 para R$ 130
  • Dourados (MS): foi de R$ 124 para R$ 127
  • Rio Verde (GO): passou de R$ 125,50 para R$ 127

Bolsa de Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a terça-feira com preços mistos. Em dia volátil, as primeiras posições tiveram leve alta e as demais, perdas moderadas. O dia foi de ajustes.

O comportamento de outros mercados e o clima nos Estados Unidos seguiram no centro das atenções dos participantes.

Há dúvidas sobre o comportamento do clima nos próximos dias e os agentes procuraram posicionar suas carteiras, adicionando, ainda que timidamente, algum prêmio de risco climático.

Condições das lavouras dos EUA

lavoura de soja nos Estados Unidoslavoura de soja nos Estados Unidos
Foto: Pixabay

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou ontem dados sobre as condições das lavouras norte-americanas de soja. Segundo o órgão, até 30 de junho, 67% estavam entre boas e excelentes condições, 25% em situação regular e 8% em condições entre ruins e muito ruins. Na semana anterior, os índices eram de 67%, 25% e 8%, respectivamente.

Ao contrário de ontem, o dia foi de maior aversão ao risco, com o financeiro visualizando juros altos nos Estados Unidos por mais tempo. O petróleo mudou de direção e ajudou a pressionar
alguns contratos da soja.

Em relação à demanda chinesa, participantes acreditam que os atuais baixos preços poderão motivar um movimento de compra. Além disso, o país poderá adiantar compras devido ao favoritismo de Donald Trump na corrida eleitoral. Em seu governo anterior, o republicano patrocinou uma guerra comercial com o país asiático e há temores que as tensões sejam retomadas.

Contratos futuros da soja

Os contratos da soja em grão com entrega em agosto fecharam com alta de 4,25 centavos de dólar, ou 0,37%, a US$ 11,50 1/4 por bushel. A posição novembro teve cotação de US$ 11,13 por bushel, com ganho de 2,00 centavos ou 0,18%.

Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com baixa de US$ 4,30 ou 1,29% a US$ 328,30 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 46,72 centavos de dólar, com alta de 0,97 centavo ou 2,12%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,22%, sendo negociado a R$ 5,6657 para venda e a R$ 5,6637 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,6307 e a máxima de R$ 5,7008.

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