
No programa 42 do Soja Brasil, a soja foi destaque na COP30, evento em Belém (PA) que reforçou o papel do Brasil na produção sustentável de alimentos. A chefe de transferência de tecnologia da Embrapa Soja, Carina Rufino, explicou que a conferência reuniu delegações de todo o mundo para conhecer os sistemas de produção brasileiros, incluindo o programa Soja Baixo Carbono e outros protocolos de agricultura de baixo carbono desenvolvidos pela Embrapa.
Confira:
“A COP30 proporcionou oportunidades únicas para mostrar como os produtores brasileiros adotam tecnologias que reduzem a emissão de gases de efeito estufa, aumentam a produtividade e fortalecem a sustentabilidade do setor. É possível produzir com sustentabilidade e melhorar a qualidade do solo ao mesmo tempo, inspirando outros países a seguir o mesmo caminho”, afirmou Rufino.
Ela destacou que a semana do evento foi essencial para apresentar o que está por trás da produção de alimentos e demonstrar a liderança do Brasil no setor. “Nossas tecnologias inspiram produtores em outros países e também aqueles que ainda não adotam essas práticas a repensarem seus sistemas de produção”, acrescentou.
O selo Soja Baixo Carbono surge como um diferencial competitivo para produtores que comprovarem boas práticas de manejo. ”O programa prevê certificação voluntária de terceira parte, métricas adaptadas à realidade brasileira e benefícios como acesso a financiamento, seguros diferenciados e mercados que valorizam produtos sustentáveis, fortalecendo um ecossistema de apoio relacionado à mudança climática”, detalhou.
“Quanto mais tecnologias de baixo carbono o produtor adota, menor é o risco climático para ele e para toda a cadeia de valor da soja. Isso garante oferta contínua de produtos de qualidade, com menor pegada de carbono, e muda a forma como produzimos”, concluiu Rufino.





