sábado, 30 de agosto de 2025

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Produtores de leite contam os cuidados e vantagens da terceira ordenha

A família Bester transformou a produção de leite apostando na terceira ordenha, técnica ainda pouco conhecida por muitos produtores. Os irmãos Guilherme, Daniel e Rogério alcançaram alto rendimento na propriedade localizada em Ajuricaba, noroeste do Rio Grande do Sul. O que começou com apenas uma vaca, agora somam quase 150.

Para os produtores, o autoinvestimento trouxe foco para aumentar a produtividade. “O investimento não é barato. Ele demora a se pagar porque a gente tem muita oscilação de preço e não consegue controlar o quanto vai ganhar.” conta Rogério Bester.

Parte do investimento da família foi destinada a um galpão com sistema chamado cross ventilation. As vacas ficam em um ambiente fechado, e o sistema de circulação de ar renova o espaço, oferecendo conforto térmico aos animais.

As vacas são monitoradas por brincos de cores diferentes: o laranja controla nutrição e reprodução, e o amarelo a produtividade. Todas as informações ficam registradas em um aplicativo, que auxilia na gestão e acompanhamento do bem-estar dos animais.

Adoção da terceira ordenha

No noroeste gaúcho, a maior região produtora de leite do Rio Grande do Sul, muitas propriedades já adotam a terceira ordenha, que traz resultados positivos, mas exige planejamento antes de ser implementada.

Normalmente, propriedades leiteiras fazem duas ordenhas ao dia, no início da manhã e no final da tarde. Na propriedade da família Bester, a terceira ordenha já é rotina há mais de 15 anos. O trabalho é realizado a cada oito horas, nos horários de 5h30, 13h30 e 21h30.

Segundo Guilherme Bester, a vantagem óbvia da terceira ordenha é o aumento da produtividade média por vaca. Mas o resultado só é possível com o estímulo do úbere mais vezes ao dia, o que também melhora a saúde mamária das vacas.

“A saúde da vaca passa por um bom sistema mamário. Então entre ter o dobro de leite sendo carregado durante o dia no úbere, a escala de produção acaba sendo dividida em três partes. Não vai forçar os tetos, o esfincter, o ligamento central, não força muito”, conta.

“A gente percebia que as vacas poderiam responder um pouco mais. Então, quando a gente começou a terceira ordenha tivemos um acréscimo de 5 litros quando o sistema ainda era a pasto. Quando confinou a resposta foi maior, com média de 46 litros de média no rebanho total”, diz Rogério Bester.

Enquanto muitos produtores pensam em reduzir a produção, a propriedade dos Bester já ultrapassa 6 mil litros por dia, e possui planos de expansão. “Hoje a nossa ideia é dobrar a capacidade de produção. Nós estamos em torno de 150 animais na ordenha. Queremos chegar a 250 vacas”, afirma Daniel Bester.

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