O mercado físico do boi gordo encerra a semana apresentando perfil acomodado em grande parte do país.
Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, muitos frigoríficos estão ausentes da compra de gado, avaliando as melhores estratégias para aquisição de boiadas.
“Eles devem retomar a compra de gado na segunda-feira no período da tarde ou na terça-feira, no período da manhã. Por enquanto, as escalas de abate estão posicionadas entre seis e oito dias úteis na média nacional”, diz.
De acordo com ele, sob o prisma da demanda, o grande destaque do ano permanece nas exportações de carne bovina, com grande potencial no restante de 2025, com expectativa de crescimento do volume embarcado e principalmente da receita.
- São Paulo: R$ 313 — ontem: R$ 312,42
- Goiás: R$ 307,14 — R$ 305,54
- Minas Gerais: R$ 304,12 — R$ 304,41
- Mato Grosso do Sul: R$ 316,59 — R$ 317,05
- Mato Grosso: R$ 313,18 — R$ 312,70
Mercado atacadista
O mercado atacadista apresenta acomodação em seus preços durante a sexta-feira. Segundo Iglesias, o ambiente de negócios ainda sugere por reajustes dos preços ao longo da primeira quinzena do mês, considerando a entrada dos salários na economia como motivador da reposição entre atacado e varejo.
“A carne de frango ainda dispõe de maior competitividade ante as proteínas concorrentes, em especial se comparado a carne bovina”, destaca.
O quarto traseiro segue cotado a R$ 22,90 por quilo; o dianteiro ainda é precificado a R$ 18,25 por quilo; e a ponta de agulha segue no patamar de R$ 17,25.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,29%, sendo negociado a R$ 5,4219 para venda e a R$ 5,4199 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,4128 e a máxima de R$ 5,4531. Na semana, a moeda teve desvalorização de 0,06%, enquanto no mês o recuo foi de 3,18%.