sábado, 17 de janeiro de 2026

Custo de produção do milho segue em alta em MT, apesar de queda ante junho

mais milho foto leandro balbino canal rural mato grosso

Mesmo com um recuo na variação mensal de 0,74%, o custo operacional efetivo (COE) para o milho segunda safra 2023/24 segue superior ao verificado na temporada que acaba de ser colhida em Mato Grosso. Para semear um hectare no ciclo futuro as estimativas apontam um desembolso de R$ 4.588,18.

O COE envolve o custeio, no qual fazem parte as sementes, fertilizantes, corretivos e defensivos, além operações mecanizadas, mão de obra, manutenção, impostos e taxas, entre outros.

Em junho o COE em Mato Grosso para a safra 2023/24 de milho estava cotado em R$ 4.622,28, conforme o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). A safra 2022/23 teve seu custo operacional efetivo consolidada em R$ 4.420,28.

Segundo o relatório, o custeio em julho de 2023 ficou cotado em R$ 3.368,08 por hectare, queda de 0,70% ante os R$ 3.391,82 de junho, porém ainda acima dos R$ 3,320,97 do ciclo 2022/23.

“Esse declínio foi impulsionado pela diminuição no custo com operações mecanizadas, defensivos e fertilizantes de 3,00%, 0,88% e 0,87%, respectivamente. Dessa forma, com o ajuste no custeio, aliado ao recuo nas despesas com arrendamento, o custo operacional efetivo (COE) ficou em R$ 4.588,18 por hectare, 0,74% a menos que em junho”.

Saca de milho abaixo do ponto de equilíbrio

De acordo com o Imea, a saca de 60 quilos de milho em julho no estado registrou desvalorização de 0,89 e finalizou o mês na média de R$ 31,22. Para cobrir o COE o produtor rural precisa negociar seu cereal a pelo R$ 40,42 a saca, ou seja, o valor médio registrado em julho está 22,76% abaixo do necessário.

“Com as despesas maiores que as cotações no estado, as incertezas aumentam em relação a novos investimentos para o próximo ciclo”, ressalta o Imea.

 

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