sábado, 29 de novembro de 2025

Cautela domina negócios com a soja e preços ficam firmes em algumas regiões

O mercado brasileiro de soja apresentou pouca movimentação nesta terça-feira (25). Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado, Rafael Silveira, os negócios estiveram fracos, com alguns volumes destinados à exportação, enquanto a indústria manteve movimentações limitadas.

Houve oportunidades pontuais em Goiás e Minas Gerais, com preços firmes em lotes específicos, mas o produtor continua segurando e pedindo valores mais elevados. Além disso, a comercialização da safra nova segue lenta.

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De olho no plantio

Com o retorno das chuvas no Nordeste, o produtor avançou no campo, focando no plantio. Os prêmios permanecem negativos, com poucos ajustes diários, enquanto a CBOT operou com leve alta.

De acordo com a consultoria, o plantio brasileiro atingiu 79,8% da área total esperada até 21 de novembro, contra 69,6% na semana anterior e 85,6% em igual período do ano passado, abaixo da média histórica de 84,4%. A Safras & Mercado reforça que a semeadura segue atrasada no Matopiba.

Preços de soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): manteve em R$ 136,00
  • Santa Rosa (RS): manteve em R$ 137,00
  • Cascavel (PR): caiu de R$ 135,00 para R$ 134,00
  • Rondonópolis (MT): caiu de R$ 126,00 para R$ 124,50
  • Dourados (MS): manteve em R$ 126,00
  • Rio Verde (GO): manteve em R$ 126,00
  • Paranaguá (PR): manteve em R$ 141,50
  • Rio Grande (RS): manteve em R$ 141,00

Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam em leve alta nesta terça-feira (25) na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), em dia volátil com atenção ao ritmo das compras chinesas. Especulações seguem sobre a efetividade das aquisições asiáticas, com negociações de alto nível entre EUA e China para acelerar o cronograma de vendas.

Contratos futuros

Na CBOT, os contratos da soja em grão para janeiro fecharam com alta de 1,50 centavos de dólar, a US$ 11,24 3/4 por bushel. Março subiu 2,75 centavos, a US$ 11,34 3/4 por bushel. O farelo para janeiro teve alta de US$ 2,10, a US$ 320,40 por tonelada, e o óleo para o mesmo vencimento fechou a 50,65 centavos de dólar, com ganho de 0,13 centavo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou o dia em queda de 0,35%, sendo negociado a R$ 5,3756 para venda e R$ 5,3736 para compra, com mínima de R$ 5,3560 e máxima de R$ 5,4130 durante a sessão.

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