A safra de soja no estado de Mato Grosso tem sido marcada por desafios climáticos e logísticos. Enquanto algumas regiões enfrentam chuvas constantes, outras já somam 15 dias sem precipitação. Essa variação afeta diretamente o planejamento dos produtores, que lidam com dificuldades tanto na colheita quanto no armazenamento.
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Apesar da irregularidade climática, a produtividade cresceu em comparação ao ano passado. Isso se deve, em parte, ao saldo de fertilizantes não absorvidos pela última safra. No entanto, a queda dos preços da soja traz uma preocupação extra para os agricultores. Embora a colheita atual represente um alívio, ainda há um longo caminho para compensar as perdas da última temporada.
Chuvas intensas nas lavouras de soja
Os meses de janeiro e fevereiro trouxeram chuvas intensas, resultando em solos encharcados, especialmente os siltosos, propensos ao atoleiro. Esse cenário dificultou a colheita, exigindo um número maior de máquinas para aproveitar as janelas de tempo seco. A rapidez do plantio nos últimos anos encurtou a duração da safra, tornando o processo ainda mais desafiador. Em Canarana, por exemplo, cerca de 80% da safra foi plantada em pouco mais de 20 dias.
Desafios no campo
Outro grande desafio enfrentado pelos produtores é a armazenagem. A capacidade de secagem dos grãos ainda é um problema, com a formação de filas de até 48 horas nos armazéns. Muitos agricultores recorreram ao uso de silos-bolsa e barracões para evitar perdas, mas isso gerou custos extras e maior complexidade na logística.
No Vale do Araguaia, 80% dos produtores dependem de armazéns terceirizados para armazenagem e secagem. O aumento da área cultivada não tem sido acompanhado pelo crescimento proporcional da infraestrutura de armazenagem, tornando a situação ainda mais crítica. Com isso, a logística precisa ser cada vez mais eficiente, garantindo que os grãos sejam transportados rapidamente para os portos e evitando maiores perdas.
Uma empresa da região, com capacidade estática para 40 mil toneladas de grãos, adotou uma estratégia de três turnos para agilizar o recebimento e a secagem dos grãos. O primeiro e segundo turnos são focados na recepção, enquanto o terceiro cuida da secagem, garantindo que os equipamentos operem de maneira eficiente e com pausas programadas para manutenção.