Integrantes selam a paz no RPMFoto: Rui Mendes

Os músicos Paulo Ricardo e Fernando Deluqui, que fizeram parte da formação clássica do RPM, uma das bandas mais importantes da história do rock brasileiro, emitiram um comunicado à imprensa nesta quarta-feira (8) para anunciar que entraram em consenso no que se diz respeito à obra do grupo e suas carreiras.

Em nota, Ricardo e Deluqui concordaram em preservar a obra musical do RPM e viabilizar os seus projetos especiais que foram objetos de disputa de direitos de ambas as partes nos últimos anos.

Com isso, está selada a paz em tudo o que se diz respeito ao RPM.

“Para alcançar esse entendimento mútuo foi essencial compreender que todas as iniciativas tomadas por Paulo Ricardo e Fernando Deluqui sempre tiveram por objetivo preservar a memória e os valores que inspiraram os inúmeros sucessos do RPM, banda que Paulo Ricardo liderou com enorme competência e talento e da qual nunca se afastou”, diz a nota.

Fernando Deluqui explicou que toda essa disputa entre ele e Paulo Ricardo pelo direito de se apresentar com a marca RPM foi um “mal-entendido”.

“Em 2017 houve um grande mal-entendido. Paulo Ricardo quis dar uma pausa e Luiz Schiavon, P.A. e eu quisemos continuar, infelizmente nos desentendemos, mas isto ficou no passado”, afrimou o músico.

Com isso, Deluqui poderá desenvolver seus novos projetos com a sua atual banda, sob o nome de RPM O Legado, uma forma de revisitar a obra do lendário grupo.

Esta nova denominação será apresentada nas plataformas digitais e mídias sociais.

Outra novidade é que a obra original do RPM – seus álbuns de estúdio e ao vivo – estarão disponíveis em breve em todas as plataformas digitais, bem como suas obras audiovisuais no YouTube.

O RPM, acrônimo de Revoluções por Minuto, é uma banda formada em São Paulo em 1984 e se tornou um dos atos mais populares do Brasil naquela década. O grupo era formado por Paulo Ricardo, Luis Schiavon, Paulo ‘P. A.’ Pagni e Fernando Deluqui.

Com canções voltadas ao rock com um apelo inovador de recursos tecnológicos orientados por Luiz Schiavon, o RPM lançou grandes sucessos como Olhar 43, A Cruz e a Espada, Revoluções Por Minuto, Alvorada Voraz e a icônica instrumental Naja.

Paulo Pagni morreu aos 61 anos, víima de broncopneumonia e complicações de uma fibrose pulmonar em 22 de junho de 2019. Já Luiz Schiavon, faleceu uma semana após do lançamento do single Promessas do RPM, em 2023, aos 64 anos, em decorrência de uma doença autoimune.

Fonte