terça-feira, 26 de maio de 2026

Presidente da Anatel quer usar CPF para verificar perfis em redes sociais

Presidente da Anatel quer usar CPF para verificar perfis em redes sociais
Ricardo Syozi

Presidente da Anatel quer usar CPF para verificar perfis em redes sociais

O presidente da Anatel
, Carlos Baigorri, quer que as plataformas online passem a ter cadastros atualizados dos usuários e ofereçam o símbolo de verificado para mais pessoas. O objetivo, segundo o executivo, seria o de facilitar a identificação e responsabilização de qualquer pessoa física que use as redes sociais para produzir fake news, disseminar discurso de ódio e cometer crimes.

A opinião de Baigorri surgiu durante o seminário “Novos Desafios do Ecossistema Digital”, que ocorreu nesta semana e foi promovido pela Comissão de Comunicação (CCom) na Câmara dos Deputados. O presidente da Anatel destacou que o art. 5º da Constituição assegura a liberdade de expressão, mas veda o anonimato.

“No ambiente digital, o anonimato é a regra, não a exceção”, aponta o executivo. “A vinculação entre conta e pessoa, que atenderia o mandamento constitucional, não é obrigação das plataformas. Não é uma obrigação. É um produto. Não deveria, deveria ser uma obrigação. É como no caso do cadastro do [celular] pré-pago, que exigiu CPF ou CNPJ
e hoje tem uma situação cadastral melhor do que há 10 anos”, complementa.


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Redes sociais seguem regras diferentes

Para o executivo, há uma grande diferença entre as plataformas digitais e as mídias tradicionais no que diz respeito à responsabilização pelos conteúdos divulgados.

“Há um estado de coisas inconstitucional, a situação posta faz com que direitos fundamentais sejam violados. De um lado temos as redes sociais, e aqui mesmo já falamos de assimetrias entre mídia tradicional e mídia digital, especialmente na responsabilização do conteúdo veiculado”, destaca Baigorri. “Se uma emissora de TV colocar um conteúdo no ar, ou se um entrevistado fizer comentário que atente contra a honra, a emissora será responsabilizada. Essa responsabilidade não existe nos meios digitais. E o que está previsto no artigo 19 do MCI, neste momento sendo discutido no STF”, finaliza.

Verificação de perfis se tornou negócio

Carlos Baigorri lamentou que algo tão importante como a verificação de perfis tenha se tornado um negócio para as redes sociais terem mais receita. Dessa forma, a regra desses serviços é o anonimato, que abre portas para comportamentos danosos.

Vale lembrar que o X (antigo Twitter
) cobra R$ 36,67 por mês para oferecer o selo de verificado
, enquanto a Meta
— dona do Facebook
, Instagram
e WhatsApp
— exige o valor aproximado de R$ 81,30 por mês para dar o símbolo azul nos perfis
.

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.

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