sábado, 21 de fevereiro de 2026

Tempestade solar chega ao nível extremo pela primeira vez em 21 anos

Tempestade solar chega ao nível extremo pela primeira vez em 21 anos
Durval Ramos

Tempestade solar chega ao nível extremo pela primeira vez em 21 anos

A gigantesca tempestade solar
que resultou na aparição de auroras em diversos pontos do planeta
se revelou ainda maior. A agência americana Spaceweather elevou a classificação do fenômeno para extremo (G5), a categoria máxima dentro da escala de medição.

Segundo o órgão, as erupções localizadas na mancha solar gigante AR3664
atingiram a classe máxima em dois momentos nas últimas 24 horas. A primeira delas aconteceu por volta das 19h54 (horário de Brasília) de sexta-feira (10) e, a mais recente, por volta das 8h28 deste sábado.

O efeito mais notório na Terra das tempestades geomagnéticas foi a aparição de auroras. Diversos países da Europa e até da América do Sul puderam observar o fenômeno, incluindo em áreas até pouco comuns. As luzes decorrentes do contato das partículas solares com a nossa atmosfera foram registradas na Patagônia chilena e no extremo sul da Argentina, com as raríssimas auroras austrais.

Essa é a primeira vez em 21 anos desde que o sol apresentou erupções tão potentes de classe G5. A última vez que o nível extremo foi alcançado havia sido em outubro de 2003, quando as partículas emitidas por essas explosões atingiram a Terra e resultaram alguns transtornos. Na época, houve falta de energia elétrica na Suécia e problemas de fornecimento na África do Sul.

Por isso mesmo, a Spaceweather destaca para possíveis transtornos, principalmente na comunicação dependente de satélites, como é o caso de GPSs. Além disso, sinais HF/VHF/UHF — os mesmos usados em algumas antenas de TV — também podem apresentar problemas.

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