As eleições de meio de mandato nos Estados Unidos (EUA) impõem derrota ao presidente Donald Trump e ao Partido Republicano. Os democratas conquistam maioria nas duas casas do Congresso e o governo da maioria dos estados.

Até as primeiras horas desta quarta-feira, a apuração indicava que o Partido Democrata confirmou 25 vagas a mais na Câmara dos Deputados, alcançando pelo menos 220 assentos. Dois a mais que a metade. Entretanto, 79 vagas ainda estavam sendo apuradas, o que pode ampliar significativamente a derrota dos republicanos.

Se a retomada da maioria na Câmara era considerada certa, a projeção para o Senado estava mais acirrada. No entanto, até agora, o partido de Donald Trump perdeu sete assentos e os democratas alcançaram 54 vagas, quatro à frente da metade. Maioria democrata confirmada, mas ainda faltam ser definidos os nomes de dois senadores.

Muitos resultados foram históricos, elegendo senadores democratas pela primeira vez em quase 20 anos ou mais em pelo menos cinco estados. Há 94 anos, os democratas não tinham um senador no Kansas. No Texas, o senador eleito James Talarico derrotou o domínio republicano que durava desde 1998. Outro nome de destaque foi o do democrata Abdul El-Sayed, primeiro muçulmano eleito para o Senado, pelo estado do Michigan.

E na disputa pelos estados, agora são confirmados 28 governadores democratas, que conquistaram mais quatro estados, contra 20 republicanos. A disputa continua em dois estados. No Alasca, tanto o senador republicano Dan Sullivan quanto a adversária democrata, Mary Peltola, afirmaram que pode levar dias até que um vencedor seja declarado.

E, de acordo com a agência Reuters, essa foi uma resposta à frustração de milhares de eleitores norte-americanos em relação à forma como a economia do país está sendo conduzida por Donald Trump e com a decisão dos EUA de começarem uma guerra contra o Irã, provocando uma forte alta nos preços da gasolina.
Donald Trump postou nesta quarta-feira (4) uma imagem com a palavra “veto”. Dias antes, ele havia declarado que usaria seu poder presidencial de veto para bloquear leis aprovadas pela oposição. Por outro lado, também afirmou que vai aceitar a vitória democrata.

Analistas ouvidos pela Reuters disseram que, se isso acontecer, a tendência é Donald Trump modificar a narrativa política e passar a responsabilizar a oposição, que agora terá controle do Congresso.

Já o ex-presidente Barack Obama escreveu em uma rede social que a mensagem das urnas foi que o povo norte-americano “deseja uma política que una as pessoas, em vez de dividi-las”.

No cenário internacional, o presidente do Parlamento iraniano disse que, com a votação, os norte-americanos estão dizendo “não” à guerra.

Fonte: Radioagência Nacional – EBC