O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, voltou a falar sobre a oferta de canetas emagrecedoras pelo Sistema Único de Saúde (SUS) após as eleições e confirmou que o governo pretende disponibilizar os medicamentos gratuitamente à população. A proposta, no entanto, prevê critérios específicos para o acesso, com indicação médica e prioridade para pacientes que realmente necessitam do tratamento.
A iniciativa não prevê a distribuição dos medicamentos para fins estéticos ou para quem deseja apenas perder peso. A intenção é atender pessoas com obesidade grave ou que apresentam outras condições de saúde associadas, como problemas cardíacos, além de pacientes que aguardam cirurgia bariátrica.
Segundo o Ministério da Saúde, a incorporação dos medicamentos ainda depende de avaliação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), responsável por analisar a eficácia, a segurança e os custos do tratamento. O pedido para avaliar a inclusão foi protocolado em 24 de setembro.
O governo também estuda ampliar a produção nacional de medicamentos à base de semaglutida, princípio ativo utilizado em algumas dessas canetas. A estratégia busca aumentar a oferta e reduzir os custos para viabilizar a compra em escala pelo sistema público de saúde.
Padilha já havia apresentado resultados iniciais de um estudo realizado no Grupo Hospitalar Conceição, em Porto Alegre (RS), que acompanha pacientes com obesidade grave. Um dos participantes, que aguardava cirurgia bariátrica, perdeu seis quilos após iniciar o tratamento, segundo o ministro.
Apesar do avanço nas discussões, ainda não há data para o início da distribuição pelo SUS nem definição final sobre quem poderá receber os medicamentos. A oferta deverá seguir um protocolo clínico, com acompanhamento de profissionais de saúde e critérios de elegibilidade.