votação do segundo turno das eleições presidenciais terminou no horário previsto em Mato Grosso do Sul, apesar da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de estender o prazo até as 19h, pelo horário de Brasília, neste domingo (25). Segundo o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS), as urnas já estavam sendo encerradas quando a determinação começou a circular, e não havia registro de filas nos locais de votação do Estado.
A prorrogação foi determinada pelo ministro Cristiano Zanin, do STF, após um pedido do Partido dos Trabalhadores (PT). A legenda alegou que dificuldades no transporte público prejudicaram o deslocamento de eleitores até as seções eleitorais em cidades de São Paulo, da Bahia, de Sergipe e do Rio de Janeiro.
Pelo calendário eleitoral previsto inicialmente, a votação em Mato Grosso do Sul terminaria às 16h, uma hora antes do horário de Brasília. Com a extensão determinada pelo STF, o prazo corresponderia às 18h no Estado. A mudança, porém, não chegou a ser aplicada em MS.
O juiz Olivar Augusto Conneglian, auxiliar da vice-presidência e da Corregedoria do TRE-MS, afirmou que o encerramento das seções seguiria os procedimentos previstos, diante da ausência de filas e da falta de uma orientação formal recebida pelo tribunal.
“Em Mato Grosso do Sul, como não tínhamos fila em local nenhum, não temos notícias de fila em local nenhum, estão sendo encerradas as votações e estaremos, então, fazendo todo o procedimento normal como já previsto e aguardando eventual ordem formal do TSE ou do Supremo Tribunal Federal”, informou o magistrado.
O pedido apresentado pelo PT foi motivado por relatos de redução na oferta de transporte coletivo, o que poderia dificultar o acesso de eleitores às urnas. A campanha solicitou inicialmente a extensão do horário em localidades específicas e, posteriormente, levou o pedido ao STF para tentar ampliar o prazo em todo o país.
Em Mato Grosso do Sul, segundo o TRE-MS, a ausência de filas e o estágio de encerramento das seções fizeram com que os trabalhos seguissem o cronograma original. A reportagem também procurou o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) para esclarecer a aplicação da medida, mas não havia recebido resposta até a publicação das informações.
Foto:© Valter Campanato/Agência Brasil