Campo Grande identificou 14 morcegos contaminados com o vírus da raiva em 2026, segundo balanço atualizado pelo Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) nesta quarta-feira (14). Diante dos registros, o órgão reforça a orientação para que a população não toque nesses animais, mesmo quando parecem estar mortos.

O cuidado deve ser redobrado ao encontrar morcegos caídos, durante o dia ou com comportamento incomum. Essas situações podem indicar que o animal precisa ser recolhido para avaliação, e a aproximação representa risco de exposição ao vírus.

A recomendação é manter distância, afastar crianças e animais de estimação e, se for possível fazer isso sem contato com o morcego, isolar o local com um balde ou uma caixa virada sobre o animal. Depois, o morador deve acionar o serviço de recolhimento do CCZ. Não se deve tentar capturar, manipular ou transportar o animal por conta própria.

A raiva é uma doença viral grave que pode atingir seres humanos e outros mamíferos. A transmissão ocorre principalmente pela saliva de animais infectados, por meio de mordidas, arranhões ou contato com mucosas e feridas. Por isso, evitar o contato direto e comunicar o órgão responsável são medidas importantes para prevenir a exposição.

Caso uma pessoa tenha sido mordida, arranhada ou tido contato direto suspeito com um morcego, deve procurar imediatamente um serviço de saúde para avaliação e orientação sobre a necessidade de profilaxia contra a raiva. Se um animal de estimação tiver contato com o morcego, o tutor deve procurar orientação veterinária.

Como acionar o CCZ em Campo Grande

O serviço de recolhimento de morcegos pode ser solicitado pelos seguintes canais:

  • De segunda a sexta-feira, das 7h às 17h: (67) 2020-1801 e (67) 2020-1789.
  • WhatsApp: (67) 99142-5701.
  • Atendimento noturno, das 17h às 21h: (67) 2020-1794.
  • Fins de semana e feriados, das 6h às 22h: (67) 2020-1794.

A orientação é não tocar no animal e acionar o CCZ sempre que um morcego for encontrado em situação suspeita.