A Prefeitura de Campo Grande ampliou para 12 o número de equipes de tapa-buracos e estabeleceu a meta de recuperar até 3 mil buracos por dia nas ruas da Capital. O anúncio ocorre em meio à pressão de vereadores que discutem a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o serviço, que já conta com assinaturas de parlamentares.
Segundo a administração municipal, a capacidade diária de reparos passou de 1,6 mil para até 3 mil após o credenciamento de cinco novas empresas pelo Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Sustentável da Região Central de Mato Grosso do Sul (Consórcio Central). Em junho, a operação contava com apenas duas equipes; depois, passou para sete e agora chegou a 12 frentes de trabalho.
Os contratos com as cinco empresas somam R$ 46,3 milhões. O consórcio fornece o Concreto Betuminoso Usinado a Quente (CBUQ), material utilizado nos reparos tanto pelas empresas contratadas quanto pelas equipes próprias da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep).
Nesta terça-feira (13), os trabalhos estão previstos para 11 bairros: Coophatrabalho, Jardim Aero Rancho, Conjunto dos Rouxinóis, Centro, Cruzeiro, Jardim dos Estados, Carandá Bosque, Vila Rica, São Francisco, Jardim Botafogo e Mata do Jacinto. A programação é organizada pela Sisep conforme a necessidade das vias.
A operação também prevê mutirões aos sábados, com aplicação média de 120 toneladas de massa asfáltica por edição. Uma equipe pode permanecer na região atendida durante a semana seguinte para concluir os reparos.
A meta de até 3 mil buracos por dia representa a capacidade anunciada pela Prefeitura, e não necessariamente o número de reparos efetivamente realizados diariamente. Em meio às cobranças dos vereadores, o cumprimento dessa meta e a qualidade dos serviços devem permanecer no centro do debate sobre a manutenção viária da Capital.