O colecionismo é um hobby que movimenta muitas oportunidades de negócios. E uma fatia importante desse mercado está na cultura pop e geek. Colecionadores não economizam quando se trata de nutrir o afeto por um filme, série, anime, mangá, HQ ou mesmo artistas. Na Feira de Artesanato do Círio (FAC), no Parque Urbano Porto Futuro, em Belém, há variedade de peças únicas de diferentes artesãos, feitas em materiais diversificados. Mas há uma possibilidade única: coleções baseadas no folclore e nos povos originários da Amazônia.

O casal de professores Marcos Paulo Cabral e Carolina Meninéa são os empreendedores do Tuíra – Arte e Presentes (@tuiraarteestudio no Instagram), que está no estande 120 da FAC. Apaixonados pela cultura pop e geek, perceberam que no universo de action figures faltavam peças do folclore. Com os olhares para a Amazônia, que se tornou pauta em várias obras, esse é o momento de valorizar a arte local e a identidade regional.

“Quando participei de um Auto do Círio, estava vestido de Boto. Vi as fotos e imaginei que poderia ser uma action figure regional. E então começamos a fazer. Para a FAC trouxemos o Boto, o Mapinguari e o Curupira. Mas temos também a Matinta e o ET de Colares. A cultura amazônica é muito potente e rica de personagens e histórias”, conta Marcos, mostrando as peças feitas em impressora 3D e pintadas à mão, além de outras peças de artesanato e pintura.

O artesão indígena Will Lira Munduruku (@will_lira2k no Instagram) também é um amante da cultura pop e geek. Mas a ancestralidade chama mais forte e foi como ele teve a ideia de representar a etnia dele em action figures semelhantes ao estilo Funko, que tem como características uma cabeça maior, olhos expressivos e design mais cartunesco.

“Só que produzo com o barro, usando técnicas ancestrais do meu povo Munduruku. Os personagens representam grafismos reais e com seus significados. Cada peça representa um papel dentro da aldeia. Tem o guerreiro, o caçador, a pessoa que faz as pinturas… dá para fazer praticamente uma aldeia inteira com as peças. E quem quiser outra opção, eu tenho dois personagens que ficaram famosos com a música paraense: a garça namoradeira e o malandro urubu”, diz Will, que é também parente da etnia Apiaká e está num dos estandes do Mundo Amazônia da FAC.

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Outros materiais e opções para colecionadores curtirem a FAC

A artesã Mary Pires cria peças em amigurumi 
A artesã Mary Pires cria peças em amigurumi 

Além de barro ancestral e peças 3D pintadas à mão, há representações ainda mais “fofas” dos personagens da cultura pop e geek no estande 165. Mary Pires, a artesã responsável pelas obras do ateliê Mary Artesanatos, tem peças em amigurumi de personagens conhecidos dos universos de Star Wars, Harry Potter, Marvel, Disney, Chaves, Pokémon, Super Mario Bros. e um dos carros-chefes de vendas: As Guerreiras do K-Pop.

“É meu terceiro ano da FAC e aqui mostro que meus amigurumis não são um passatempo. São meu trabalho e meu negócio. Além dos personagens da cultura pop, tenho a Nossa Senhora de Nazaré. Minhas peças são 100% algodão, são laváveis e antialérgicas. Tenho essa preocupação porque entre adultos, jovens e idosos que se emocionam e têm carinhos pelos personagens, atendo crianças e que precisam dessa atenção nos produtos”, detalha dona Mary.

O social media Brendon Rômulo, de 30 anos, é fã do universo de Harry Potter e descobriu um fascínio por filmes, séries e animações relacionados a bruxaria e magia, como Sabrina e o Serviço de Entregas da Kiki. Mas Harry Potter é especial para ele porque começou assistindo aos filmes e lendo os livros. Quando percebeu, se viu crescendo junto com o personagem. “Tenho canecas, livros, varinhas e já tive action figures. E toda vez que vejo algo legal desse universo, já fico tentado a comprar. Acredito que a FAC é um lugar interessante para adquirir peças únicas para colecionadores e descobrir que dá pra colecionar coisas de diferentes materiais e não só plástico”, opinou.

Fonte: Agência Sebrae de Notícias