Os eleitores de Mato Grosso do Sul não precisarão voltar às urnas para escolher o governador no segundo turno. Eduardo Riedel (PP) foi reeleito neste domingo (4) ainda no primeiro turno, com 67,07% dos votos válidos, o equivalente a 914.323 votos, segundo a totalização do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Apesar da definição do governo estadual, os sul-mato-grossenses terão um novo compromisso eleitoral em 25 de outubro, quando será realizado o segundo turno da disputa pela Presidência da República. Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foram os dois candidatos mais votados no primeiro turno e avançaram para a etapa final da eleição.
Na apuração presidencial, Flávio terminou em primeiro lugar, com 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula registrou 45,16%, conforme os dados apresentados após a conclusão da votação. Como nenhum dos dois alcançou mais de 50% dos votos válidos, a definição do próximo presidente ficou para o segundo turno.
Em Mato Grosso do Sul, Riedel abriu ampla vantagem sobre os adversários. Fábio Trad (PT) ficou em segundo lugar, com 23,68% dos votos válidos, seguido por João Henrique Catan (Novo), com 7,24%. Delcídio Amaral (PRD) teve 1,06%, Renato Gomes (DC), 0,41%, Lucien Rezende (PSOL), 0,33%, Daniel Lemes (PCO), 0,16%, e Jeferson Bezerra (Agir), 0,07%.
Com a vitória de Riedel, Mato Grosso do Sul está entre os Estados que definiram o governador já na primeira votação. A legislação eleitoral estabelece que a eleição para o Executivo estadual termina no primeiro turno quando um candidato alcança mais da metade dos votos válidos.
Agora, a atenção dos eleitores do Estado se volta para a disputa presidencial. No dia 25 de outubro, um domingo, será necessário escolher entre Lula e Flávio Bolsonaro. O segundo turno considera apenas os votos válidos para definir o vencedor, sem contabilizar votos brancos e nulos.
Assim, quem votou em Mato Grosso do Sul neste domingo não precisará escolher novamente governador, senador ou deputados. A nova votação será exclusivamente para presidente da República, com os dois candidatos que obtiveram as maiores votações no primeiro turno.