O deputado estadual Gerson Claro defendeu que a reta final da campanha seja dedicada às propostas e aos  problemas que afetam a vida da população. Em entrevista nesta manhã à Rádio Difusora, o presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul criticou o uso de temas religiosos para desviar o debate e afirmou que candidatos precisam dizer o que pretendem fazer pelo Estado.

“Trazer o conteúdo religioso para o debate é desviar o foco daquilo que interessa para a população. Nós temos uma Constituição de 88 que diz que o Estado é laico” explicou Gerson.

“Queremos saber o que cada candidato vai fazer. Eu tenho compromisso com o desenvolvimento econômico e social. A saúde melhorou com a regionalização, mas ainda estamos devendo para a população: há gente na fila de exames e de cirurgias. Meu compromisso como deputado é trabalhar por um orçamento que faça essa entrega”, afirmou.

Para Gerson, o debate público precisa recuperar a confiança das pessoas na política. Ele associou essa confiança à capacidade de cumprir a palavra, reconhecer o que ainda precisa melhorar e apresentar soluções. “O político tem que ter palavra, compromisso e saber falar daquilo que interessa à população. Esse debate do faz de conta, da viralização da rede social, resolve o momento, mas não põe comida na mesa do trabalhador brasileiro”, disse.

O deputado também destacou que a comunicação digital tem seu papel, mas que a presença nos municípios é indispensável para compreender as demandas locais. Segundo ele, conversar com moradores, prefeitos, vereadores, lideranças e representantes de entidades permite transformar as necessidades de cada comunidade em trabalho concreto.

“Eu vou ao município, visito a Associação comercial, o Sindicato Rural, a OAB, o hospital, as entidades. Qual é a dor daqui? Como é que nós temos que trabalhar? Se você não faz isso, fica distante da população”, afirmou.

Gerson resume essa forma de atuação com uma expressão que usou durante a entrevista: “Político não pode ser político de gabinete. Tem que ter cheiro de gente, gostar de gente e ter empatia com a população”. Para o parlamentar, olhar nos olhos, ouvir com atenção e manter uma relação verdadeira com as pessoas são atitudes que sustentam a confiança entre eleitores e representantes.