A greve da Caixa Econômica Federal chega ao 16º dia nesta sexta-feira (25) com uma mudança que deve ampliar o atendimento nas agências. O Tribunal Superior do Trabalho (TST) determinou que pelo menos 60% dos empregados de cada agência permaneçam em serviço, presencialmente ou de forma remota, enquanto a paralisação continua.

A decisão é liminar e foi tomada pelo ministro Maurício Godinho Delgado no dissídio coletivo apresentado pela Caixa contra as entidades que representam os trabalhadores. Em caso de descumprimento, o sindicato poderá ser multado em R$ 100 mil por dia.

Na prática, a determinação não encerra a greve, mas estabelece um percentual mínimo de trabalhadores que deverá continuar atuando. Com isso, a expectativa é de retomada de parte dos serviços presenciais e redução dos impactos da paralisação sobre clientes, embora o atendimento possa continuar funcionando de forma diferente do habitual.

A Caixa havia pedido ao TST que 80% dos empregados fossem mantidos em atividade, alegando que a greve poderia afetar serviços considerados essenciais, entre eles a compensação bancária e o pagamento de benefícios sociais. O ministro, porém, fixou o percentual de 60%.

A liminar também determinou a manutenção provisória das cláusulas do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2024/2026 até o julgamento definitivo do processo. O TST ainda não determinou o fim da paralisação.

A greve começou em 10 de setembro, depois que as negociações para o novo acordo coletivo não chegaram a um consenso. Entre os principais pontos de divergência está o modelo de custeio do Saúde Caixa. A instituição afirma que as negociações foram retomadas e apresentou novas propostas aos trabalhadores.

O futuro da paralisação será analisado pela Seção Especializada em Dissídios Coletivos (SDC) do TST), que tem julgamento marcado para terça-feira (29), às 14h30. Até lá, a determinação de manter ao menos 60% dos empregados em atividade permanece válida.