O Consórcio Guaicurus voltou à Justiça para tentar elevar de R$ 6,57 para R$ 7,79 a tarifa técnica do transporte coletivo de Campo Grande. O pedido ocorre após o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) rejeitar a solicitação anterior das empresas. O valor chama atenção pelo impacto financeiro que teria sobre o sistema, mas não corresponde ao preço atualmente pago pelo passageiro, que é de R$ 4,95.

A tarifa técnica é o valor considerado para custear a operação do transporte e é complementada pelo município quando fica acima do valor pago pelo usuário. Segundo a Prefeitura, a adoção dos R$ 7,79 representaria um aumento de aproximadamente R$ 45 milhões por ano em recursos públicos destinados ao sistema.

O relator do processo, juiz Vitor Luis de Oliveira Guibo, afirmou que a Justiça não determinou a fixação obrigatória da tarifa técnica em R$ 7,79. Com o novo recurso, o caso retorna para análise judicial.

Em parecer, o Ministério Público de Mato Grosso do Sul questionou o reajuste solicitado e apontou que a medida poderia gerar enriquecimento sem causa aos empresários. O órgão também citou repasses e benefícios públicos já destinados ao Consórcio em 2026.

A disputa ocorre enquanto o sistema de transporte coletivo está sob intervenção da Prefeitura desde 16 de junho. O município assumiu temporariamente a gestão após apontar problemas na prestação do serviço.

O Consórcio Guaicurus afirma que busca o cumprimento de decisão judicial que determinou a atualização da tarifa técnica e sustenta que a defasagem do valor compromete o equilíbrio econômico-financeiro da operação. Até o momento, a passagem continua em R$ 4,95.