Em edição especial de 7 de setembro, o Viva Maria, apresentado por Mara Régia na Rádio Nacional, trouxe a trajetória de Jurema Batista, conhecida como Guerreira, uma das brasileiras indicadas ao Prêmio Nobel da Paz em 2005. Na infância, ela era chamada de “tiziu” e, por vergonha do cabelo crespo, passou a usar perucas por anos.

A virada veio na universidade, ao assistir a uma palestra da socióloga Lélia Gonzales sobre negritude. A partir daí, Jurema trançou o cabelo, adotou o black power — hoje sua marca registrada no Rio de Janeiro, onde é conhecida como Jurema Black — e passou a falar abertamente sobre sua ancestralidade angolana. Ela também relatou ter superado o incômodo com o formato dos próprios pés, deformados por anos de sapatos apertados.

Jurema define o movimento negro como sua “primeira terapia”, responsável por lhe devolver a autoestima, e destaca a diversidade étnica brasileira como uma das maiores riquezas do país.

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Fonte: Radioagência Nacional – EBC