O uso de áudios falsos gerados por inteligência artificial entrou na mira do Tribunal Superior Eleitoral durante as eleições de 2026.

O TSE fechou um acordo com a ElevenLabs, uma das principais plataformas globais de IA, para impedir a clonagem de voz, também conhecida como deepfake de áudio.

A preocupação do Tribunal surge diante do avanço acelerado do uso desses áudios em disputas políticas.

A tecnologia pode ser usada para criar falas que nunca foram ditas por uma pessoa, mas que parecem verdadeiras e autênticas.

A parceria com a empresa prevê a criação de uma lista de “vozes proibidas” de candidatos e autoridades eleitorais, restringindo a geração sintética das vozes dessas figuras públicas.

A empresa também dará suporte às investigações do Tribunal para identificar se áudios suspeitos de fraude foram gerados em seus sistemas.

Outra medida prevê a ampliação da acessibilidade para os eleitores por meio de comandos de voz.

O acordo vale até 31 de dezembro e não prevê repasses financeiros.

Fonte: Radioagência Nacional – EBC