Um empresário de 22 anos foi executado a tiros na manhã desta quarta-feira (22), no quintal da própria casa, no Bairro Novos Estados, em Campo Grande. A vítima, identificada como Matheus Luiz de Castro Vasconcelos, foi surpreendida por dois homens em uma motocicleta enquanto aguardava um eletricista no imóvel que havia comprado neste ano. A Polícia Civil trabalha com a hipótese de que o crime esteja relacionado a uma dívida de aproximadamente R$ 600 mil, supostamente emprestados pela vítima ao possível autor do homicídio.
Segundo as primeiras informações, os criminosos chegaram atirando. Matheus ainda tentou correr para dentro da residência, mas foi atingido por diversos disparos e morreu antes da chegada do socorro. Equipes da Polícia Militar, Batalhão de Choque, Polícia Civil e Perícia Científica atenderam a ocorrência.
No local, os peritos recolheram ao menos 13 cápsulas de munição, embora testemunhas relatem que o número de disparos possa ter sido ainda maior. Um pedreiro que trabalhava na reforma da casa contou que o ataque ocorreu por volta das 6h40 e descreveu a sequência de tiros como semelhante a um “faroeste”. Segundo ele, houve uma pausa durante a execução, indicando que um dos atiradores pode ter trocado o carregador da arma antes de continuar os disparos.
A investigação apura a informação de que Matheus teria emprestado cerca de R$ 600 mil ao suspeito do crime, hipótese que, até o momento, é tratada como uma das principais linhas de investigação. A Polícia Civil ainda busca identificar os autores e esclarecer a motivação do assassinato.
O empresário era natural de Camapuã e atuava na compra e venda de veículos. De acordo com familiares e pessoas próximas, ele havia adquirido recentemente o imóvel no Bairro Novos Estados e realizava uma reforma para se mudar com a esposa, que está grávida de cinco meses.
Já havia sido preso por disparos em 2025
Matheus também havia sido preso em janeiro deste ano após efetuar disparos contra uma borracharia no Bairro Estrela Dalva II. Na ocasião, conforme boletim de ocorrência, ele teria realizado cerca de oito disparos com uma pistola calibre 9 milímetros e fugido em seguida.
Pouco depois, foi localizado por equipes da Guarda Civil Metropolitana e da Polícia Militar. Com ele, os agentes encontraram a arma utilizada e munições. O empresário admitiu que não possuía porte nem registro da pistola e foi autuado por porte ilegal de arma de fogo.
Dois dias após a prisão, Matheus passou por audiência de custódia e obteve liberdade provisória. À época, a Justiça considerou que ele possuía bons antecedentes e poderia responder ao processo em liberdade.
Agora, a Polícia Civil tenta esclarecer se o histórico do empresário ou a suposta cobrança da dívida têm ligação direta com a execução registrada nesta quarta-feira. Até o momento, ninguém foi preso.