Segundo o vereador, o diagnóstico inicial revelou um cenário alarmante, com um déficit superior a R$ 20 milhões, identificado em apenas 15 dias de trabalho da intervenção. Para Dr. Lívio, a principal prioridade neste momento deve ser garantir que a população não seja prejudicada com a interrupção dos serviços.
“A maior preocupação é que o transporte não pare. A Prefeitura assumiu a operação, os ônibus e toda a gestão do sistema. Quando um relatório inicial já aponta um rombo superior a R$ 20 milhões, isso naturalmente acende um sinal de alerta para a continuidade do serviço”, afirmou.
Presidente da Comissão Permanente de Transporte e Trânsito da Câmara Municipal e relator da CPI do Transporte Coletivo, Dr. Lívio lembrou que a comissão já havia alertado, ainda durante os trabalhos da CPI, sobre a gravidade da situação enfrentada pelo sistema e chegou a discutir com o Executivo a possibilidade de uma intervenção.
O vereador defendeu que a junta interventora apresente resultados concretos antes do prazo final previsto para dezembro. Segundo ele, a cidade não pode esperar meses para conhecer o futuro do sistema.
“Nós pedimos agilidade. O relatório intermediário precisa trazer uma definição clara sobre os próximos passos, seja a continuidade, uma nova licitação ou até mesmo a ruptura do contrato. O que não podemos é esperar até dezembro enquanto o sistema corre o risco de entrar em colapso.”
Renovação da frota é inegociável
Outro ponto enfatizado por Dr. Lívio foi a necessidade imediata de renovação da frota de ônibus. Ele lembrou que a CPI identificou inicialmente 197 veículos que já deveriam ter sido substituídos e afirmou que, pelo monitoramento realizado pela Comissão de Transporte, esse número atualmente já ultrapassa 230 ônibus.
“O que nós não vamos aceitar é que a população continue sendo transportada em ônibus sucateados. A troca de pelo menos os 197 veículos apontados pela CPI é uma exigência mínima. Hoje, inclusive, já entendemos que esse número é ainda maior. A segurança e a dignidade do usuário precisam estar acima de qualquer discussão financeira.”
Tarifa não pode aumentar
Dr. Lívio também foi categórico ao defender que qualquer solução para equilibrar financeiramente o sistema não pode resultar em aumento da tarifa paga pelos usuários.
Segundo ele, a Prefeitura pode ampliar os investimentos por meio da tarifa técnica — valor complementado pelo poder público para manter o sistema em funcionamento —, mas o passageiro não deve arcar com esse custo.
“Não aceitaremos aumento da tarifa para a população. O cidadão já enfrenta diariamente ônibus antigos, constantes problemas mecânicos e um serviço que precisa melhorar muito. Fazer o usuário pagar mais por isso seria um absurdo.”
O parlamentar ressaltou ainda que tanto a Prefeitura quanto o Governo do Estado precisam participar da recuperação do sistema, seja por meio de investimentos diretos ou de linhas de financiamento para renovação da frota.







