Sobre a intervenção no Consórcio Guaicurus, o parlamentar lembrou que muitas das conclusões apresentadas no relatório final da CPI do Transporte Coletivo, entregue pela Câmara Municipal em agosto do ano passado, constam nos apontamentos feitos pela comissão interventora nomeada pela Prefeitura. Para o vereador, isso reforça a consistência do trabalho realizado pelo Legislativo. “Quando você compara um relatório com outro, verifica uma grande congruência nos resultados “, afirmou.
Segundo ele, as prioridades ao fiscalizar o trabalho dos interventores são a renovação da frota, com a substituição dos 235 ônibus mais antigos, e a garantia de que a população não seja penalizada com aumento na tarifa. “O mínimo que vamos exigir da prefeitura é a troca dos ônibus e que o custo dessa reestruturação não recaia sobre o usuário”, destacou.
Operação Tapa-Buraco
Outro tema abordado foi a situação da malha viária de Campo Grande. Dr. Lívio reconheceu que a Operação Tapa-Buraco sofreu impactos provocados por mudanças na gestão da Secretaria Municipal de Obras, pelas investigações conduzidas pelo Gaeco e pelo volume atípico de chuvas registrado neste período do ano. Segundo ele, a Câmara tem acompanhado de perto o planejamento da pasta e cobrado medidas emergenciais para acelerar os serviços.
“O secretário apresentou à Câmara um plano de curto, médio e longo prazo. Hoje apenas três das sete regiões da cidade contam com equipes de manutenção, mas as licitações já estão em andamento. Nossa expectativa é que, entre julho e agosto, a população comece a perceber resultados concretos”, explicou. O vereador também destacou que recursos federais já foram destinados para obras de pavimentação e recapeamento em diversos bairros.
Saúde
Na área da saúde, Dr. Lívio classificou o momento como um dos maiores desafios da administração municipal. Segundo ele, a rede enfrenta reflexos de um processo de estagnação que provocou superlotação das unidades, aumento da demanda por cirurgias eletivas e crescimento da judicialização.
“O governo do Estado e a Prefeitura demonstram disposição para enfrentar esse cenário. O secretário Marcelo Vilela assumiu uma missão extremamente difícil, mas apresentou planejamento e já foi convocado pela Câmara para detalhar as ações previstas”, afirmou.
O vereador também voltou a defender rigor no combate aos chamados “plantões fake”, quando servidores recebem pelo plantão sem permanecer na unidade de saúde. Segundo ele, a prática prejudica toda a categoria e compromete o atendimento à população. “Sempre defendi a valorização dos bons servidores. Quem recebe para trabalhar e não cumpre sua obrigação precisa responder por isso. Não podemos permitir que a conduta de poucos comprometa o trabalho da maioria, que atua com dedicação.”
Moradia popular
Durante a entrevista, o vereador também defendeu o fortalecimento das políticas de moradia popular como instrumento de desenvolvimento econômico e social. Para ele, programas habitacionais movimentam a construção civil, geram empregos e garantem dignidade às famílias, especialmente diante das oportunidades que surgem com a Rota Bioceânica.
Cenário político
Na avaliação sobre o cenário político, Dr. Lívio defendeu que as divergências ideológicas devem ficar restritas ao período eleitoral. “Depois da eleição, quem venceu precisa governar para todos. A política deve servir para unir pessoas em torno das soluções e não alimentar conflitos permanentes.”
Ao fazer um balanço do mandato, o parlamentar afirmou que mantém uma postura de diálogo permanente com o Executivo para acelerar a solução dos problemas da cidade, mas reconheceu que ainda espera entregar mais resultados. “Não estou satisfeito com o que conseguimos fazer até agora, porque quero ver Campo Grande muito melhor do que está hoje. Nosso trabalho é construir pontes, aproximar a população da administração pública e buscar soluções concretas para melhorar a vida das pessoas.”







