quinta-feira, 2 de julho de 2026

Ainda sem acordo, reunião desta sexta pode definir greve dos professores da Rede Municipal de Campo Grande

A negociação entre a Prefeitura de Campo Grande e o ACP (Sindicato Campo-Grandense dos Profissionais da Educação Pública) entra em um momento decisivo nesta sexta-feira (3). Após rejeitarem mais uma proposta de parcelamento do reajuste salarial de 5,4%, os professores aguardam uma nova rodada de negociações que poderá definir se a categoria entrará em greve.

O impasse continua em torno do pagamento do índice previsto na política do Piso Nacional do Magistério. Durante reunião realizada nesta terça-feira (1º), a Prefeitura apresentou uma proposta para quitar integralmente os 5,4% apenas em dezembro de 2026. A oferta foi recusada pelo sindicato, que considera o prazo incompatível com o acordo firmado anteriormente entre as partes.

Segundo o presidente da ACP, Gilvano Kunzler Bronzoni, a categoria não aceita mais discutir o parcelamento do reajuste e defende o pagamento integral ainda neste ano. De acordo com ele, estudos apresentados pelo sindicato apontam que há recursos suficientes na área da educação para cumprir o percentual previsto em lei.

“O posicionamento da categoria está colocado. Não dá mais para falar em parcelamento. Campo Grande precisa de planejamento e isso pode começar pela educação, com o cumprimento da lei”, afirmou.

O dirigente explicou que a reunião desta sexta-feira será determinante para o futuro das negociações. Caso a Prefeitura mantenha uma proposta distante da reivindicação da categoria, o sindicato deverá convocar uma assembleia para deliberar sobre a deflagração de uma greve.

A atual negociação ocorre após outras tentativas de acordo sem sucesso. Na semana passada, os professores já haviam rejeitado uma proposta de reajuste de 3,4%, dividida em duas parcelas de 1,7%. Desde então, novas rodadas de negociação foram realizadas, mas ainda sem consenso.

Segundo a ACP, o impasse começou após a administração municipal informar, no início de junho, que enfrentava dificuldades financeiras para cumprir o reajuste previsto na legislação municipal e federal. O sindicato, por outro lado, sustenta que o pagamento é possível utilizando recursos vinculados à educação.

A expectativa agora é pela reunião marcada para esta sexta-feira (3), considerada decisiva pelas duas partes. O resultado do encontro poderá definir se as negociações avançam ou se os profissionais da Rede Municipal de Ensino iniciarão um movimento grevista nos próximos dias.

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