quarta-feira, 1 de julho de 2026

Após furtos de Mounjaro em outros estados, farmácias de Campo Grande reforçam vigilância

Casos de invasões a farmácias em busca de medicamentos de alto custo, como o Mounjaro, acenderam o alerta entre comerciantes do setor em Campo Grande. Depois de registros em outros estados, incluindo uma farmácia invadida em Cuiabá na madrugada desta quarta-feira (1º), empresários da Capital passaram a reforçar medidas de segurança para proteger estoques e funcionários.

No caso mais recente, criminosos arrombaram uma borracharia ao lado de uma farmácia no bairro Morada do Ouro, em Cuiabá, e abriram um buraco na parede para acessar o estabelecimento. Durante a fuga, duas caixas de Mounjaro foram encontradas do lado de fora da farmácia. Até o momento, não há informação sobre o valor do prejuízo nem sobre a identificação dos suspeitos.

O medicamento, usado no tratamento de diabetes tipo 2 e também associado à perda de peso, tem alto valor de mercado e passou a ser alvo de quadrilhas em diferentes regiões do país. Reportagens nacionais já apontam aumento de ataques a drogarias envolvendo canetas emagrecedoras e outros remédios de alto custo, o que levou redes e farmácias independentes a reverem protocolos de segurança.

Em Campo Grande, donos de farmácias dizem acompanhar os casos com preocupação. Um empresário do setor, que preferiu não se identificar por questões de segurança, afirmou que já adotou novas medidas de proteção após os registros recentes.

“Depois que começaram essas notícias de farmácias invadidas para roubar esse tipo de medicamento, a gente reforçou a vigilância, mudou o local de armazenamento e orientou os funcionários a não reagirem em nenhuma situação. É um produto caro, mas nenhuma mercadoria vale mais do que a vida de quem trabalha aqui”, disse.

Segundo o comerciante, a orientação é manter os medicamentos de maior valor em áreas de acesso restrito e ampliar o monitoramento por câmeras. Ele afirma que outros empresários do ramo também têm discutido formas de reduzir riscos, principalmente durante a noite e a madrugada, quando as unidades ficam mais vulneráveis a arrombamentos.

Além do impacto financeiro para os estabelecimentos, a venda irregular desse tipo de medicamento preocupa especialistas, já que produtos desviados podem ser armazenados de forma inadequada e revendidos sem controle sanitário. O uso sem acompanhamento médico também representa risco à saúde.

A recomendação para consumidores é adquirir medicamentos apenas em farmácias regularizadas e desconfiar de ofertas com preços muito abaixo do mercado, especialmente em redes sociais e aplicativos de mensagem. Em caso de suspeita de venda irregular, a orientação é comunicar a vigilância sanitária ou as autoridades policiais.

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