Uma mulher foi socorrida na madrugada deste domingo (28) após escapar de uma tentativa de estupro na Rua 14 de Julho, na região central de Campo Grande. O suspeito fugiu antes da chegada da Polícia Militar e, até o momento, não foi localizado. O caso reacende a preocupação de comerciantes e frequentadores do Centro, que há meses cobram reforço no policiamento e ações para enfrentar o aumento da população em situação de rua e a sensação de insegurança na região.
De acordo com o boletim de ocorrência, uma equipe da Polícia Militar foi acionada após uma testemunha relatar que viu a vítima correndo pela rua enquanto gritava por socorro. Segundo o homem, ela dizia que um indivíduo tentava retirar sua calça e era perseguida pelo suspeito.
Ao alcançar a testemunha, a mulher caiu no chão. O homem gritou com o agressor, que fugiu imediatamente. Em seguida, ele ainda tentou perseguir o suspeito e acionou a Polícia Militar. Um motociclista de aplicativo que passava pelo local também ajudou nas buscas, mas o autor não foi encontrado.
A vítima permaneceu caída até a chegada do Corpo de Bombeiros, sendo encaminhada para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Vila Almeida. Conforme a Polícia Militar, ela não apresentava lesões aparentes, mas aparentava ser menor de idade e estava sob efeito de drogas ou de outra substância psicoativa, emitindo apenas gemidos e sem conseguir conversar com os policiais.
Posteriormente, a UPA informou à Polícia Civil que a mulher deu entrada na unidade por volta das 4h desacordada e com sinais de possível uso de entorpecentes. O caso foi registrado como tentativa de estupro e será investigado pela Polícia Civil, que trabalha para identificar tanto a vítima quanto o autor.
O episódio ocorre em meio às constantes reclamações sobre a segurança na região central de Campo Grande. Comerciantes, trabalhadores e moradores afirmam que a presença de pessoas em situação de rua aumentou nos últimos anos e cobram maior policiamento ostensivo, especialmente durante a noite e a madrugada. Eles também defendem ações integradas entre as áreas de segurança pública e assistência social para reduzir a vulnerabilidade de pessoas que vivem nas ruas e aumentar a sensação de segurança para quem circula pelo Centro.
Nos últimos meses, furtos, roubos, depredações e episódios de violência têm alimentado o debate sobre a necessidade de ampliar a presença policial e intensificar políticas públicas voltadas tanto ao combate à criminalidade quanto ao atendimento da população em situação de rua. O caso registrado na Rua 14 de Julho reforça essa discussão e volta a colocar a segurança da região central no centro das preocupações da população.







