sexta-feira, 26 de junho de 2026

Morre em Campo Grande bebê de 3 meses internada há uma semana com sinais de agressão; pais seguem presos

Morreu na manhã desta sexta-feira (26) a bebê de apenas três meses que estava internada em estado gravíssimo no Hospital Regional de Mato Grosso do Sul, em Campo Grande. A criança estava hospitalizada desde a última sexta-feira (19), quando deu entrada na unidade com parada cardiorrespiratória, múltiplas lesões pelo corpo e suspeita de maus-tratos. A morte foi confirmada pelo avô materno.

A bebê chegou ao hospital com suspeita inicial de broncoaspiração. No entanto, durante os exames, a equipe médica identificou hematomas, escoriações, inchaços e fraturas nas costelas. As lesões foram consideradas incompatíveis com a versão apresentada pelos responsáveis, o que levou à comunicação imediata às autoridades policiais.

Na quinta-feira (25), familiares informaram que a menina havia iniciado cuidados paliativos. Segundo o avô, os médicos retiraram gradualmente a sedação após constatarem que não havia possibilidade de recuperação clínica. Em vídeo divulgado à imprensa, ele agradeceu as orações e o apoio recebidos durante a internação da neta.

Os pais da criança, uma jovem de 18 anos e o marido dela, de 20 anos, foram presos em flagrante e tiveram a prisão preventiva decretada pela Justiça. Em depoimento à polícia, o pai afirmou que segurava a filha no colo enquanto assistia a uma partida de futebol quando percebeu que ela estava com o corpo mole. Questionado sobre os hematomas, disse que ele e a esposa já haviam notado as marcas, mas aguardavam uma oportunidade para buscar atendimento médico.

Já a mãe declarou que os hematomas apareceram no início do mês e alegou que não procurou assistência porque o companheiro estava viajando a trabalho, o que dificultaria seu deslocamento. A Polícia Civil investiga se a bebê era vítima de agressões recorrentes dentro da residência.

Em entrevistas concedidas durante a semana, o avô materno afirmou acreditar que a filha também sofria violência praticada pelo companheiro, embora tenha defendido que ela responda judicialmente por sua conduta. Ele também registrou denúncia contra os avós paternos da criança, que moravam na mesma casa, por suposta omissão diante da situação. Até o momento, a Polícia Civil não confirmou a inclusão de outros familiares entre os investigados.

Com a confirmação da morte, a investigação deverá ser atualizada para refletir o novo desdobramento do caso. Os laudos periciais e o exame necroscópico serão fundamentais para esclarecer a causa da morte e definir eventual responsabilização criminal dos envolvidos. O inquérito segue sob responsabilidade da Polícia Civil.

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