O Ministério da Saúde deve dar os primeiros passos para avaliar a oferta de canetas emagrecedoras pelo SUS (Sistema Único de Saúde) ainda em 2026. A informação foi divulgada pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que confirmou o início de um estudo com pacientes que aguardam cirurgia bariátrica e apresentam quadros graves relacionados à obesidade.
A pesquisa será conduzida pelo Grupo Hospitalar Conceição e contará, inicialmente, com 250 pacientes considerados superobesos, que também possuem comprometimento cardíaco. O objetivo é analisar os resultados do uso desses medicamentos no tratamento de pessoas com obesidade severa e verificar se a tecnologia pode ser incorporada à rede pública de saúde.
Segundo Padilha, a utilização das chamadas canetas emagrecedoras pode trazer benefícios não apenas para os pacientes, mas também para o sistema de saúde. A expectativa é que os medicamentos contribuam para reduzir a fila de cirurgias bariátricas, diminuir complicações cardiovasculares associadas à obesidade e ao diabetes e, consequentemente, reduzir custos com tratamentos de alta complexidade.
O ministro também informou que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) analisa atualmente pedidos de registro apresentados por 17 empresas interessadas em produzir versões nacionais desses medicamentos. O movimento ocorreu após um chamamento público realizado pelo Ministério da Saúde e pela Anvisa para incentivar a fabricação e o registro de produtos semelhantes no Brasil.
A avaliação do governo ocorre em meio ao crescimento da procura por medicamentos utilizados no tratamento da obesidade, como a semaglutida e a tirzepatida, popularmente conhecidas como canetas emagrecedoras. Atualmente, esses produtos possuem custo elevado e são acessíveis, em sua maioria, apenas na rede privada.
Por enquanto, não há prazo definido para que esses medicamentos sejam efetivamente disponibilizados pelo SUS. O estudo com os pacientes superobesos será a primeira etapa para medir a eficácia, a segurança e o impacto financeiro da eventual incorporação da tecnologia ao sistema público de saúde.








