Uma moradora de Campo Grande, de 40 anos, perdeu mais de R$ 40 mil após cair em um golpe aplicado por meio do WhatsApp. O caso foi registrado nesta sexta-feira (19) e é investigado pela Polícia Civil como fraude eletrônica.
De acordo com o boletim de ocorrência, a vítima recebeu uma mensagem informando que havia vencido uma ação judicial e que um suposto assistente do Superior Tribunal de Justiça (STJ) faria contato para repassar orientações sobre uma audiência com um promotor de Justiça, necessária para liberar o valor da indenização.
A mulher contou à polícia que conversou com o golpista por videochamada e, por isso, acreditou na veracidade das informações. Durante a conversa, o criminoso orientou que ela acessasse o aplicativo bancário em outro aparelho celular. A vítima seguiu as instruções por acreditar que estava tomando medidas de segurança, já que já teve o telefone clonado anteriormente.
Convencida de que participava de um procedimento legítimo, ela realizou duas transferências via Pix. Na primeira, enviou R$ 15 mil para uma conta indicada pelo suspeito. Em seguida, transferiu mais R$ 25.797,45 para outro beneficiário, totalizando um prejuízo de R$ 40.797,45.
Após a conclusão das operações, a ligação foi encerrada e a mulher percebeu que havia sido enganada. O caso foi registrado na Polícia Civil e segue sob investigação.
Segundo o delegado Leandro Azevedo, titular da 5ª Delegacia de Polícia Civil de Campo Grande, golpes virtuais têm se tornado cada vez mais frequentes. Entre 1º de janeiro e 12 de junho deste ano, foram registrados 4.809 boletins de ocorrência relacionados a fraudes desse tipo em Mato Grosso do Sul.
A principal recomendação das autoridades é desconfiar de contatos que envolvam promessas de recebimento de dinheiro, exigências de transferências imediatas ou pedidos feitos sob pressão. Em caso de dúvida, a orientação é interromper a conversa e buscar confirmação diretamente com órgãos oficiais ou profissionais de confiança.








