segunda-feira, 25 de maio de 2026

Quase um ano após anúncio de obra na rotatória da Euler com Tamandaré, licitação segue parada e acidente aumenta pressão por solução

Mais de nove meses após o anúncio da obra de reordenamento viário e instalação de semáforos na rotatória entre as avenidas Euler de Azevedo e Tamandaré, a Prefeitura ainda não concluiu nem mesmo o processo de licitação para iniciar a intervenção. Prometida em agosto do ano passado, durante as comemorações dos 126 anos da Capital, a obra voltou ao centro das cobranças após mais um acidente registrado no cruzamento, considerado um dos mais problemáticos da cidade.

Na última semana, um caminhão desgovernado atingiu o muro de uma farmácia após o rompimento do equipamento utilizado para rebocá-lo na rotatória. O acidente provocou congestionamento, travou o trânsito em diferentes sentidos da região e, segundo moradores e comerciantes, por pouco não terminou em tragédia devido ao grande fluxo de veículos no horário de pico.

O vereador Ronilço Guerreiro voltou a cobrar agilidade da Prefeitura e afirmou que a população não suporta mais esperar por uma solução. “Não temos mais tempo para desculpas, pois são meses desde o anúncio da obra e até agora nem a licitação saiu. A prefeitura chegou a prometer que esse processo seria concluído na semana passada, mas novamente não aconteceu. O dinheiro está garantido, parado no caixa, enquanto moradores, comerciantes e trabalhadores convivem diariamente com o risco de acidentes e o trânsito caótico”, afirmou.

O investimento previsto é de R$ 2,4 milhões, com recursos do Detran-MS. O projeto prevê mudanças no traçado viário e implantação de semáforos para reorganizar o fluxo em uma região que concentra congestionamentos frequentes e grande circulação de veículos em direção à UCDB, UEMS, Detran-MS e bairros como Seminário, Coophasul, Santa Luzia, José Abrão e Vila Nasser.

Responsável pela articulação entre Governo do Estado, Detran-MS e Prefeitura, por meio da Agetran, Guerreiro afirma que o atraso já ultrapassou qualquer justificativa técnica. “A cada dia sem solução, os transtornos aumentam. O acidente da semana passada mostrou novamente o perigo que existe naquele trecho. Felizmente ninguém ficou ferido, mas poderia ter sido uma tragédia”, disse.

Em manifestações anteriores, a Prefeitura atribuiu o atraso a questões burocráticas e etapas técnicas do processo licitatório. Para o vereador, porém, o prazo já extrapolou o razoável. “A população não quer mais previsão, quer a obra acontecendo. O problema já é conhecido há anos e precisa sair do papel”, declarou.

Assessoria de Imprensa do Vereador


Fonte: Câmara Municipal de Campo Grande – MS

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