quinta-feira, 21 de maio de 2026

Missão técnica leva representantes de Imperatriz (MA) ao principal polo de inovação do país

Reconhecida nacionalmente como um dos ecossistemas de inovação mais maduros do país, Florianópolis (SC) foi palco de um intercâmbio de ideias entre representantes da governança do MECA (Ecossistema Local de Inovação da Imperatriz) e lideranças de iniciativas referência no segmento. A missão técnica incluiu visitas a incubadoras, hubs de inovação, parques tecnológicos, universidades e instituições que integram o ecossistema catarinense.

A ação reuniu representantes do Sebrae Maranhão e dos poderes executivo e legislativo, além de instituições como a UEMASUL, UFMA, IFMA, ACII, em uma agenda voltada à troca de experiências, benchmarking e fortalecimento das estratégias de inovação desenvolvidas na região Tocantina.

O objetivo é compreender, na prática, como Florianópolis estruturou uma cultura colaborativa capaz de conectar empresas, governo, academia e empreendedores. Segundo o gestor do MECA e analista técnico do Sebrae, Alysson Oliveira, a missão representa uma etapa importante do amadurecimento do ecossistema de inovação de Imperatriz.

Foram visitados ambientes que fazem parte de uma estrutura consolidada de inovação que há décadas investe na formação de talentos. (Divulgação/Sebrae)

“A gente está há cerca de dois anos implementando a metodologia ELI do Sebrae em Imperatriz e, de lá para cá, tivemos várias melhorias. Já fizemos o Pacto da Inovação, lançamos a governança, a identidade visual do ecossistema e hoje temos reuniões mensais da governança, além de eventos recorrentes voltados à inovação”, destacou Alysson.

Entre as iniciativas já desenvolvidas pelo MECA estão o Café com Inovação com as ICTs, encontros de startups, mapeamento de startups e o levantamento de programas e espaços inovadores da região. Agora, a proposta é avançar ainda mais, conhecendo experiências consolidadas e modelos que possam inspirar novas ações em Imperatriz.

“A ideia é visitar um dos ecossistemas mais maduros do Brasil para entender como foi a jornada deles, quais foram os primeiros passos, os desafios, os programas criados e como as instituições trabalham conectadas. Queremos olhar para cada esfera — universidades, incubadoras, fundações, parques tecnológicos e poder público — para entender o que pode ser adaptado à nossa realidade”, afirmou Márcia Martins, gerente da unidade do Sebrae em Imperatriz.

Florianópolis e a construção de um ecossistema conectado

Florianópolis conquistou, pela segunda vez consecutiva, o Prêmio Nacional de Inovação na categoria Ecossistema de Grande Porte, reconhecimento concedido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e pelo Sebrae. O título reforça o protagonismo da capital catarinense no desenvolvimento de negócios inovadores e na articulação de ambientes de inovação.

Missão técnica do MECA em Florianópolis inclui uma agenda de visitas a ambientes de inovação, hubs, incubadoras e parques tecnológicos da capital catarinense, referência nacional em inovação e tecnologia. (Divulgação/Sebrae)

O diferencial do ecossistema catarinense está justamente na integração entre diferentes atores. Universidades, fundações, centros de inovação, incubadoras, startups, associações empresariais e poder público atuam de forma colaborativa, criando uma rede capaz de acelerar projetos, gerar negócios e impulsionar o desenvolvimento econômico regional.

Entre os espaços visitados pela missão estão instituições reconhecidas nacionalmente, como o SebraeHub, a incubadora CELTA, a Fundação CERTI, a UFSC/SINOVA, a ACATE, o ImpactHub e o Sapiens Parque. Esses ambientes fazem parte de uma estrutura consolidada de inovação que há décadas investe na formação de talentos, desenvolvimento de startups e estímulo à pesquisa aplicada.

“Para nós é muito importante receber missões como essa, porque mostra o reconhecimento do trabalho desenvolvido em Santa Catarina há mais de 50 anos na área da inovação. Hoje, o setor representa cerca de 7% do PIB do estado, com mais de 29 mil empresas de tecnologia e a maior densidade de startups do Brasil. Compartilhar nossos acertos e experiências com outros ecossistemas também faz parte desse processo de fortalecimento da inovação no país”, destacou Alexandre Souza, gerente de inovação do Sebrae Santa Catarina.

A Rede de Inovação Florianópolis reúne centros de inovação distribuídos pela cidade e desenvolve programas voltados à conexão entre empresas, universidades, governo e sociedade. A cidade também possui instrumentos como Lei Municipal de Inovação, Fundo Municipal de Inovação e programas de incentivo ao setor tecnológico.

Para Lauro Pinheiro, diretor do IFMA de Imperatriz, um dos aspectos mais relevantes observados em Florianópolis é a continuidade das políticas e estratégias de inovação ao longo do tempo. “O que mais chama atenção é como tudo está conectado. Existe uma atuação conjunta entre as instituições e uma visão de longo prazo. Isso mostra que ecossistema forte não se constrói de forma isolada, mas com colaboração permanente”, ressaltou.

A Rede de Inovação Florianópolis reúne centros de inovação distribuídos pela cidade e desenvolve programas voltados à conexão entre empresas, universidades, governo e sociedade. (Sebrae/Divulgação)

Governança, articulação e visão de longo prazo

A missão técnica também reforça uma das principais características dos ecossistemas de inovação mais maduros: a atuação coletiva. A chamada “tríplice hélice” — integração entre universidade, empresas e governo. É justamente essa lógica que o MECA busca consolidar em Imperatriz.

“O Sebrae participa desse processo contribuindo para que essas conexões gerem efetividade e fortaleçam o desenvolvimento de um ecossistema que já vem evoluindo em Imperatriz. Estamos observando, aprendendo com experiências consolidadas, mas também compartilhando a nossa realidade, os avanços que já conquistamos e o potencial que a nossa região possui para crescer ainda mais por meio da inovação”, destacou Mauro Borralho, diretor técnico do Sebrae Maranhão.

Mais do que conhecer estruturas físicas ou cases de sucesso, a missão busca compreender os processos, conexões e estratégias que permitiram a Florianópolis consolidar um ecossistema reconhecido nacionalmente. “A ideia é ver funcionando para replicar em Imperatriz, respeitando a nossa necessidade e realidade. O objetivo final é fortalecer o ambiente de inovação da região e criar uma base cada vez mais sólida para o desenvolvimento econômico e social”, concluiu Borralho.


Fonte: Agência Sebrae de Notícias