sexta-feira, 15 de maio de 2026

Vereadora Luiza repudia plano da prefeitura de fechar unidades de saúde e CRSs em Campo Grande

A vereadora Luiza Ribeiro (PT) repudiou a intenção da prefeita Adriane Lopes de fechar 15 unidades básicas de saúde e dois Centros Regionais de Saúde (CRSs) em Campo Grande como medida de redução de gastos. A proposta, admitida pelo secretário municipal de Saúde, Marcelo Vilela, durante reunião com vereadores nesta quinta-feira (14), gerou indignação diante do cenário de colapso enfrentado pela saúde pública da Capital.

De acordo com os estudos apresentados pela Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), os CRSs da Coophavila II e do Nova Bahia poderão ser desativados, deixando milhares de moradores ainda mais distantes do atendimento médico. O possível fechamento do CRS Nova Bahia preocupa especialmente pela desassistência à população da região do Nova Lima, um dos bairros mais populosos de Campo Grande.

Para Luiza Ribeiro, a proposta é inadmissível e representa mais um ataque ao direito da população à saúde pública.

“O cúmulo é pensar em fechar unidades de saúde em uma cidade que já sofre com filas, falta de médicos, demora em exames e dificuldade de acesso ao atendimento. Ao invés de ampliar e fortalecer a rede pública, a prefeitura quer reduzir estruturas e afastar ainda mais o atendimento da população. Isso é desumano e inaceitável”, afirmou a vereadora.

Luiza também criticou a justificativa apresentada pelo secretário Marcelo Vilela, de que o fechamento serviria para economizar recursos e remanejar profissionais para outras unidades.

“Não podemos aceitar que a solução para a crise da saúde seja fechar postos e centros regionais. A população precisa de atendimento perto de casa, especialmente nas regiões mais afastadas. Fechar unidades significa sobrecarregar ainda mais as que permanecerem abertas e dificultar o acesso da população mais vulnerável”, destacou.

A vereadora lembrou ainda que a gestão municipal já havia tentado avançar com a privatização de unidades de saúde por meio de organizações sociais, proposta que enfrentou forte reação popular.

“É contraditório alegar falta de dinheiro para manter unidades funcionando, mas querer entregar a gestão para organizações sociais. A saúde pública precisa de investimento, planejamento e respeito com a população”, concluiu Luiza Ribeiro.

Assessoria de Imprensa da Vereadora


Fonte: Câmara Municipal de Campo Grande – MS