Publicado em 15 maio 2026
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por Daiana Schio •
Sara Cristina Menacho da Silva tem dez anos e está na quinta série do Ensino Fundamental. Matriculada numa escola municipal do bairro Aeroporto, ela foi uma das dezenas de crianças que se encantaram com a contadora de histórias e mágica, Nilva Moura.
A estudante contou que sua mãe trabalha muito e que nem sempre consegue levá-la para eventos, por isso receber uma ação da programação do Festival América do Sul 2026 na escola que estuda fez com que ela pudesse sentir-se parte integrante do evento que movimenta a cidade de Corumbá, além de vivenciar uma experiência nova.
“Foi a primeira vez que vi alguém fazendo mágica de verdade na minha frente. Eu estou tentando entender até agora como ela tomou água e depois tirou um papel da boca”, disse a garota.
Diferente do que acontece com Sara, Denise Bachega, que está morando em Corumbá desde janeiro, teve acesso a programação do Festival América do Sul deste ano e, em conjunto com o esposo, selecionaram com antecedência todas as atividades que irão participar. Uma delas foi ir até à escola municipal Rachid Bardauil junto com a filha Cecília para participarem de uma das primeiras atividades da extensa programação já na tarde desta quinta-feira, 14 de maio.
“Essa é a primeira vez que a gente tá vindo. Cecília falou que queria vir e participar. Foi muito legal. Acho que traz uma cultura diferente, traz um ar diferente. A cidade é pequena, não é sempre que tem opção, então quando tem uma coisa assim, a gente fica deslumbrado, é muito legal”, disse Denise.
Para a professora Doroteia Iraides Midon, a apresentação com toda estrutura proporcionada pelo Festival é uma contribuição pedagógica sem igual. “A contação de história é o momento de deleite da criança. Isso torna a aprendizagem atrativa e criativa para eles. Porque nem sempre o professor tem tempo de fazer isso na sala de aula, né? Mas, quando vem de fora, chama muito mais a atenção das crianças”, observou a educadora.
Democracia e acesso à leitura
Pedagoga, pós-graduada em Arte Educação, Nilva Moura estreou no Festival América do Sul como atração num espaço que julga muito necessário estar presente a programação do evento.
“Às vezes, as crianças não vão até lá, né? Às vezes as crianças não descem (Centro/Porto Geral), os pais não podem ir ou não querem levar as crianças, porque, às vezes, ficam com medo das crianças se perderem, então a gente vem até onde as crianças estão”, comentou Moura que atua como contadora de histórias em Corumbá desde o ano de 2018 quando lecionava em escolas da zona rural.
“A contação de histórias aliada à mágica é a fórmula que achamos para estimular as crianças a ter contato com o livro. Apresentamos a histórias, despertamos a curiosidade e fazemos elas buscarem o restante nas páginas do livro infantil”, explicou.
A programação de Contação de Histórias no FAS segue abaixo:
Sexta-feira (15/05) – CONTAÇÃO DE HISTÓRIA COM CRISTIANE WUTZKE – CEMEI Miriam Mendes – Rua José Belmiro Maciel esq. com Major Gama, às 15 horas, e
Sábado (16/07) CONTAÇÃO DE HISTÓRIA COM GUIGAS LEMES – Praça CEU – Biblioteca / Bloco da Cultura – Rua Marechal Deodoro, 2200 – Jardim dos Estados, às 16 horas.
Lívia Gaertner – ASCOM/FAS 2026
Fotos: Elias Campos










