
Nesta terça-feira (12), a Polícia Civil e a Polícia Militar ofertaram palestras para adolescentes e alunos da Educação de Jovens e Adultos (EJA), nos três turnos da Escola Estadual Francisco Ribeiro Soares, sobre o tema “Entre no jogo da vida, e não no jogo do crime: uma conversa franca entre polícia, escola e juventude”.
A iniciativa foi realizada a convite da Direção da unidade escolar, que abriu espaço para um diálogo direto, franco e preventivo com os alunos, especialmente diante dos recentes episódios de violência experimentados no município de Pedro Gomes, envolvendo a atuação e tentativa de domínio territorial por facções criminosas.
As palestras foram conduzidas pelo Delegado de Polícia Civil Gabriel Cardoso e pelo Comandante da Força Tática e do Pelotão da Polícia Militar, Manoel Moreira, abordando temas como aliciamento de adolescentes, falsas promessas do crime organizado, subcultura delinquente, desengajamento moral, consequências legais de atos infracionais e crimes, além da importância da família, da escola e da comunidade na prevenção da violência.
Durante a conversa, foi destacado que as facções criminosas não representam proteção, pertencimento ou oportunidade, mas sim estruturas de exploração, que se aproveitam da vulnerabilidade de jovens e famílias para impor medo, controle, endividamento, violência e submissão.
Também foi reforçada a ideia de que o crime organizado costuma se aproximar de forma gradual, por meio de amizades, favores, segredos, dívidas e ameaças, até envolver a pessoa em situações cada vez mais graves. Nesse contexto, os policiais alertaram os estudantes sobre a importância de pedir ajuda cedo, antes que pequenas escolhas se transformem em consequências irreversíveis.
A Polícia Civil e a Polícia Militar ressaltaram que os recentes episódios de violência registrados em Pedro Gomes não serão tratados com normalidade pelas forças de segurança. Pelo contrário, a atuação integrada das instituições seguirá firme, permanente e estratégica, com o objetivo de impedir a instalação, expansão ou domínio de facções criminosas no município.
A mensagem transmitida foi clara: grupos criminosos serão combatidos e expurgados da cidade de uma forma ou de outra, mas espera-se que nossos jovens possam ser preservados nesse processo.
Ao mesmo tempo, as forças de segurança reforçaram que a resposta ao crime não se limita à repressão, sendo certo que a segurança pública é construída com a participação de todos, pelas instituições policiais, escolas, famílias, Conselho Tutelar, Poder Público e comunidade.
Ao final, foi reafirmado aos presentes os papéis da Polícia Civil e a Polícia Militar, cada qual com sua função, mas com uma missão comum: proteger vidas!





