segunda-feira, 27 de abril de 2026

Link Iguassu Valley seleciona projetos de inovação para o mercado agroalimentar

O Link Iguassu Valley, programa de inovação aberta reconhecido nacionalmente, chega a mais uma edição em Medianeira, no oeste do Paraná. No dia 15 de maio, durante o Matchmaking Presencial, o evento será palco de uma ação inédita: a apresentação de 37 relatos técnicos selecionados por uma banca de especialistas para conectar inovação, tecnologia e mercado.

Esta é a sexta edição do programa e, pela primeira vez, é realizado o edital da Vitrine Tecnológica envolve pesquisadores, startups, estudantes e profissionais. Os participantes submeteram relatos técnicos com potencial de transferência de propriedade intelectual nas áreas de Inteligência Artificial, Sustentabilidade, Indústria 4.0, Agrotech e Biotecnologia aplicadas às cadeias agroalimentares.

O Edital Vitrine Tecnológica acontece pela primeira vez dentro do Link Iguassu Valley, em 15 de maio de 2026. Foto: Arquivo

O principal objetivo é conectar propriedades intelectuais, como patentes, registros de software e desenhos industriais, a empresas interessadas em levar essas tecnologias ao mercado.

Mais de 50 trabalhos foram inscritos e a banca selecionou aqueles com maior aderência à proposta de conexão com empresas e nas seguintes áreas: 10 em sustentabilidade, 10 em biotecnologia, 9 em agrotech, 7 em Indústria 4.0 e 1 em Inteligência Artificial.

Oportunidade

Os trabalhos são resultado de uma parceria com a EMBRAPII, Fundação Araucária, Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná (SETI) e agências de inovação de dez universidades: Unioeste, UTFPR, UFPR, UEL, UEM, UEPG, UENP, Unespar, Unicentro, IFPR e Itaipu Binacional.

No dia 15, todos os selecionados apresentarão seus projetos em formato de pitch, ampliando a visibilidade e as oportunidades de transferência de tecnologia.

O consultor do Sebrae/PR, Osvaldo Brotto, destaca que a Vitrine Tecnológica agrega valor ao programa e aproxima ciência e mercado.

“O que estamos oferecendo é uma chamada específica para ativos de propriedade intelectual com potencial de transferência ao setor produtivo, como patentes, registros de software, desenhos industriais, cultivares e know-how. Nas edições anteriores, o Link conectava empresas demandantes a solucionadores. Agora, vai além: cria um mercado de tecnologias protegidas, aproximando a produção científica das empresas que podem transformá-la em valor”, explica.

Os selecionados vão realizar pitches durante o Link Iguassu Valley. Foto: Arquivo

A assessora de Inovação e coordenadora do Núcleo de Inovação Tecnológico da Universidade Estadual de Maringá (UEM), Keila de Souza Silva, destaca a participação da universidade que teve 9 trabalhos selecionados, que reforçam a capacidade de resolver problemas reais do agronegócio.

“Esse resultado é fruto do trabalho estratégico do nosso setor de inovação, que atua na tradução de pesquisas de alta qualidade em ativos competitivos e prontos para o setor produtivo. Estar presente neste evento é a oportunidade ideal para conectarmos nossa ciência a parceiros estratégicos, consolidando o papel da universidade no desenvolvimento econômico regional”, destaca Keila.

Maico Ornelas, Coordenador do Núcleo de Inovação Tecnológica da UFPR – NIT/PRPI/UFPR, conta que a universidade inscreveu 7 patentes e 5 foram selecionadas para apresentação.

“Diversos esforços são feitos pelo NIT/UFPR para alcançar o objetivo da Transferência das Tecnologias, mas nem sempre é simples estabelecer o diálogo com o Setor Produtivo, a possibilidade de participarmos com alguns dos nossos ativos tecnológicos na Vitrine Tecnológica do evento Link Iguassu Valley, tendo contato diretamente com grandes empresas do setor, é uma excelente oportunidade para atingirmos tal objetivo”, afirma Ornelas.

Após as apresentações, as Agências de Inovação e os Núcleos de Inovação Tecnológica serão responsáveis por conduzir as negociações com os interessados na transferência das tecnologias.

A busca é por inovação e tecnologia que podem sem empregadas no mercado regional.

Sobre o Link Iguassu Valley

Nas cinco edições anteriores, o programa acumulou 234 desafios lançados por 16 empresas, 719 propostas de solução e uma média anual de mais de 500 participantes. Somente em 2025, a rodada de negócios gerou 427 novas conexões entre empresas, universidades e instituições de ciência e tecnologia. O modelo também foi replicado em Curitiba, reunindo mais de mil participantes e 1.503 habilitações em uma única edição.

O ecossistema Iguassu Valley, câmara técnica de inovação do Programa Oeste em Desenvolvimento (POD), reúne empresas-âncora, 324 startups, 25 instituições de ensino, 21 habitats de inovação e 10 instituições de fomento. A meta para 2040 é tornar o Oeste do Paraná, líder global no desenvolvimento de tecnologias e inovação em proteínas por meio da integração das competências regionais, objetivo que ganha força como edital de 2026.


Fonte: Agência Sebrae de Notícias